<i>O Labirinto do Fauno</I> é o melhor filme segundo os críticos

O filme de Guillermo Del Toro O Labirinto do Fauno foi eleito o melhor de 2006 pelos críticos da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema de Nova York. Poucos votos separaram o filme de Del Toro dos outros dois filmes de língua estrangeira da disputa: o drama romeno The Death of Mr. Lazarescu e o filme de Clint Eastwood sobre a 2.ª Guerra Mundial Letters from Iwo Jima. O Labirinto do Fauno também foi indicado para o Globo de Ouro, como melhor filme estrangeiro.O filme de Del Toro conta a história de Ofélia, interpretada por Ivana Baquero, menina que é cativada pelas histórias de fadas e terras mágicas e se muda com sua mãe para viver em um bosque encantado na era do fascismo espanhol. A produção está em cartaz nos cinemas brasileiros. Com o uso de criaturas fantásticas como fadas, insetos e sapos, o filme se sobressai dentre os baseados em fatos da vida real como A Rainha, Vôo 93 e Letters From Iwo Jima, que lideram a temporada de prêmios e parecem boas apostas para o Oscar.Os atores Helen Mirren por A Rainha e Forest Whitaker por Último Rei da Escócia levaram os prêmios de melhor atriz e melhor ator, tornando-se os favoritos para ganhar o Oscar do ano. Segundo um porta-voz dos críticos, os 45 membros da associação que votaram no sábado, durante o 41.º encontro anual no restaurante Sardi de Nova York, tiveram dificuldades para escolher o melhor ator, divididos entre Whitaker e Peter O´Toole, astro de Venus.Os críticos elegeram como melhor diretor Paul Greengrass, por Vôo 93, um filme no limite entre drama e documentário, sobre os corajosos passageiros do vôo seqüestrado pelos terroristas em 11 de setembro. Greengrass já tinha recebido no mês passado o prêmio de melhor diretor da associação de críticos de Los Angeles (Los Angeles Film Critics Association).Homenagem a AltmanPeter Morgan ganhou o prêmio de melhor roteiro por A Rainha, drama sobre a reação da rainha Elizabeth II, interpretada por Mirren, nos dias seguintes à morte da princesa Diana.Mark Wahlberg levou o prêmio de melhor ator coadjuvante pelo drama policial Os Infiltrados e Meryl Streep ficou com o de melhor atriz coadjuvante por O Diabo Veste Prada.O melhor filme de não-ficção do ano ficou com Uma Verdade Inconveniente, documentário sobre a campanha educativa de Al Gore sobre o aquecimento global.Outros prêmios foram para Emmanuel Lubezki pela fotografia de Children of Men, filme do mexicano Alfonso Cuarón e para Inland Empire de David Lynch, considerado o melhor filme experimental.Neste ano, os prêmios foram dedicados ao diretor Robert Altman, que morreu em novembro.A Sociedade Nacional de Críticos de Cinema de Nova York elegeu apenas por quatro vezes nas últimas três décadas filmes que venceram o Oscar: Annie Hall (1977), Os Imperdoáveis (1992), A Lista de Schindler (1993) e Garota de Ouro (2004).

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