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‘Invocação do Mal’ faz história nas salas do País

Depois de arrebentar nos EUA, terror de James Wan registra a maior abertura de um filme do gênero no Brasil

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2013 | 19h41

É o terror do ano, de muitos anos. Invocação do Mal, que estreou sexta, virou um fenômeno nos EUA, onde foi descoberto pela garotada. Nas redes sociais, os jovens se encarregaram de fazer a campanha do filme. Virou experiência psicossocial assistir a The Conjuring – título original – com plateias de jovens norte-americanos, como fez o repórter há cerca de um mês, em Nova York. Eles gritam e dão-se as mãos, independentemente de quem está ao lado. O medo contagia, e tem gente que chega a chorar. Prepare-se, em especial, para um grande susto – de onde veio aquela mão? Que mão?

Em 1979, Stuart Rosemberg fez um filme chamado A Cidade do Horror – The Amityville Horror – baseado na história, supostamente real, de uma família que vai morar numa casa assombrada. Amityville> virou série – o italiano Damiano Damiani fez o 2 e Richard Fleischer assinou o 3, que era 3D. O ponto de partida é agora o mesmo. Casal vai morar com as filhas na casa dos sonhos, que se revela um pesadelo. Portas que batem, ruídos estranhos. Papai e mamãe buscam ajuda de especialistas – o casal Vera Farmiga e Patrick Wilson. Eles acham que é só mais uma família sugestionável, mas vão dar uma olhada e descobrem que existe, sim, uma força demoníaca.

A Warner capitalizou a expectativa levando um padre (de verdade) para fazer exorcismo em algumas salas de shopping. O público correspondeu – 336 mil espectadores no fim de semana, a maior abertura de um filme de terror no País. James Wan não é um diretor com crédito junto à crítica. Ter iniciado a série Jogos Mortais não lhe granjeou muita simpatia, mas ele agora acerta – em parte, senão integralmente. A primeira metade de Invocação do Mal se inscreve entre o que de melhor o cinema de terror já produziu. O clima é angustiante, você vai ver o filme com o coração na mão. E tudo aquilo é ‘real’, como informa o letreiro.

A segunda parte é menos atraente e expõe os limites de Wan. O terror de Jogos Mortais é explícito e, ao dar forma ao que apenas sugeria no começo, o diretor arrasta seu filme para um território mais... banal? Isso você pensa depois. Até como fenômeno coletivo, Invocação do Mal é muito interessante. Vera Farmiga – alguma dúvida? – é muito boa atriz. Prepare-se, porque nunca houve casa mais assombrada.

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