New York Times
New York Times

Inédito de Orson Welles estreia em 9 de outubro

Considerado perdido em incêndio na casa do diretor, ‘Too Much Johnson’, de 1938, foi encontrado na Itália

AFP

08 de agosto de 2013 | 20h48

Considerado perdido, o filme mudo inédito Too Much Johnson (1938), do diretor norte-americano Orson Welles (1915-1985), foi encontrado na Itália, passou por restauração e será lançado em outubro, anunciou o Museu Internacional de Fotografia e Cinema George Eastman House, na quarta-feira.

Too Much Johnson é um filme que Welles pretendia usar de forma conjunta para a adaptação de uma obra teatral com o mesmo nome, de 1894, mas que nunca chegou a estrear, nem foi concluído, explicou o museu, que fica em Rochester (norte do Estado de Nova York).

O filme do genial cineasta e ator americano foi encontrado em um depósito na cidade portuária de Pordenone, no Norte da Itália, por funcionários do centro de arte Cinemazero, acrescentou a George Eastman House.

Too Much Johnson, que antecipa em três anos a estreia do clássico de Orson Welles Cidadão Kane, tem duração de cerca de 40 minutos e foi produzido para a Mercury Theatre, a célebre companhia teatral fundada pelo cineasta e pelo produtor John Houseman.

O filme foi idealizado para ser exibido em três partes, cada uma abrindo os três atos da peça, uma comédia sobre adultério protagonizada por Joseph Cotten e pela então mulher de Welles, Virginia Nicholson. Mas a peça foi um fracasso e o que foi filmado nunca chegou a ser utilizado.

O Cinemazero entregou a cópia do filme a um dos grandes arquivos italianos de cinema, La Cineteca de Friuli. De lá, o material foi transferido para a George Eastman House para ser restaurado.

Até hoje, acreditava-se que a única cópia conhecida de Too Much Johnson havia sido perdida em um incêndio que destruiu a casa de Orson Welles, na periferia de Madri, em 1970.

O filme será exibido em estreia mundial em 9 de outubro, na La Giornata del Cinema Muto, primeiro festival mundial de cinema desse tipo, que ocorre em Pordenone desde 1982.

“Essa é, de longe, a restauração mais importante de um filme realizada em muito tempo pela George Eastman House”, declarou o curador responsável pelo projeto, Paolo Cherchi Usai.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.