Indústria pornô de Los Angeles para após caso de sífilis

Uma entidade setorial da indústria pornográfica anunciou uma moratória na produção de filmes de sexo explícito depois de pelo menos um ator ter exames com resultados positivos para a sífilis, num fato que deve ampliar a pressão pela obrigatoriedade do uso de preservativos nas cenas.

Reuters

21 de agosto de 2012 | 19h45

Os atores devem voltar ao trabalho em dez dias, depois de usarem antibióticos, e médicos recomendaram que todos os atores de filmes eróticos sejam tratados preventivamente, segundo nota divulgada na segunda-feira à noite pela Coalizão do Livre Discurso, entidade que defende os interesses dos produtores de pornografia.

O texto diz que as produções estão paralisadas desde o fim de semana.

"Claramente a prioridade da nossa indústria é a saúde e o bem-estar dos nossos artistas", disse a nota assinada por Diane Duke, diretora-executiva da entidade.

Los Angeles é a capital norte-americana da pornografia, com cerca de mil atores e atrizes na área. Produtores atualmente estão sendo pressionados a exigirem o uso de preservativos em todas as gravações, para evitar a difusão da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis.

(Reportagem de Alex Dobuzinskis)

Mais conteúdo sobre:
FILMEPORNOLA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.