Indicados ao Oscar 2020: vote para o melhor filme, ator, atriz e diretor

Indicados ao Oscar 2020: vote para o melhor filme, ator, atriz e diretor

O Estadão preparou uma enquete com as categorias principais para você deixar sua opinião. Participe!

Redação, O Estado de S. Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 20h52

A votação oficial dos cerca de 9 mil membros da Academia de Hollywood já se encerrou, mas aqui ainda dá tempo de você escolher os seus favoritos para o Oscar 2020. Quem deve vencer as principais categorias? Será que vai acontecer alguma zebra?

O Estadão preparou abaixo uma enquete com as categorias principais para você deixar sua opinião. Quais são os melhores filmes, segundos os nossos leitores? Vote e descubra.

 

 

Relembre os principais indicados ao Oscar 2020

Melhor filme ao Oscar 2020

  • Era Uma Vez… Em Hollywood

Tarantino tem se valido das ferramentas do cinema para propor o revisionismo histórico. Não é diferente em Era Uma Vez… Em Hollywood, em que ele reconta o caso de Sharon Tate em paralelo ao do seu personagem fictício Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e do seu dublê, Cliff Booth (Brad Pitt), em atuações memoráveis.

  • O Irlandês

Uma das duas produções da Netflix indicadas ao prêmio principal, O Irlandês também reconta uma história real, e marca a volta de Scorsese ao tema da máfia americana, reunindo-se pela primeira vez Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci ao mesmo tempo. Produção caríssima que passou pouco tempo nas telonas, O Irlandês é uma viagem pelas vidas de Frank Sheeran e Jimmy Hoffa, líderes sindicais com poder e ambição nos EUA da segunda metade do século 20.

  • Adoráveis Mulheres

Adoráveis Mulheres foi praticamente ignorado no Globo de Ouro - os correspondentes estrangeiros de Hollywood não entenderam as intenções da diretora e roteirista Greta Gerwig. À luz das numerosas adaptações anteriores - além de filmes, o livro de Louisa May Alcott também inspirou peças e até uma ópera -, o que faz toda diferença é o começo e o fim de Adoráveis Mulheres. Greta Gerwig começa o filme com sua heroína, Jo, em movimento - correndo. Na abertura, ela consegue vender uma história curta ao editor (Tracy Letts) e ainda ouve dele uma série de recomendações - ou serão imposições? - sobre o que e como deve escrever. Durante o filme, muita coisa, mas principalmente Jo, mudou. Numa sociedade - num mundo - controlado pelos homens, será uma mulher dona de si mesma. Uma feminista ‘avant la lettre’.

  • História de um Casamento

No início de Anna Karenina, Tolstoi escreve que todas as famílias felizes são iguais e cada família infeliz o é à sua própria maneira. Essa, digamos, originalidade da infelicidade é ilustrada pela dupla Charlie (Adam Driver) e Nicole (Scarlett Johansson), protagonistas de História de um Casamento, de Noah Baumbach. A produção da Netflix, como tantas histórias infelizes, também começa por algo que passa por felicidade. O diretor tem insistido que o filme não é um retrato fiel do seu próprio casamento e separação. De fato, dados biográficos podem servir como pontos de partida para a ficção mas logo esta se livra de seus laços reais, liberta-se e começa a andar por sua conta e risco. Torna-se invenção e pode aspirar à universalidade da experiência humana.

  • Parasita

Mesmo no mundo afluente a questão das grandes disparidades sociais se impõe como problema. Se é dramática em países como o Brasil, não deixa de incomodar em paragens mais desenvolvidas, como a Coreia do Sul. É de lá que vem o inquietante Parasita, de Bong Joon-ho, a sensação da temporada. Com um traço de deformação, o cineasta franqueia os limites do realismo e impõe o tom de estranheza que, muitas vezes, faz a diferença entre as grandes obras e as apenas boas. É desse modo que ele descreve, visualmente, famílias em contraste.

  • Coringa

Joaquin Phoenix está um arraso e a transformação de Arthur em Coringa, no longa de Todd Phillips, que é de cortar o fôlego. Tudo bem que a Academia não é muito chegada em premiar astros pop, exceto os pops que ela própria elege e transforma em quetais. Joaquin já vem flertando com o prêmio há tempos, poderia até já ter ganhado, mas o seu palhaço do crime é realmente algo muito especial. O filme é um drama, e fortíssimo, e isso talvez avalize as chances do filme no Oscar.

  • Ford vs. Ferrari

Diante de um filme como Ford vs Ferrari, a primeira reação é tentar alinhá-lo com a América conservadora que colocou Donald Trump no poder. “Make America Great Again”. Que outro sentido poderia haver na história de um veterano empreendedor - Henry Ford II - que decide quebrar a invencibilidade italiana nas 24 horas de Le Mans? E aí sente-se a mão do diretor. James Mangold subverte o que parece ser o próprio discurso. Substituiu um Ford, Henry, por outro - John. O Homero das pradarias. O mestre do western. O que John Ford tem a ver com Le Mans. Nada ou tudo. Para apreciar o filme, o espectador não precisa ter nenhuma dessas referências. A história sustenta-se, mas está tudo lá.

Melhor ator ao Oscar 2020

  • Adam Driver

Adam Driver foi indicado ao Oscar por sua interpretação em História de Um Casamento. Co-estrelado por Scarlett Johansson, o filme conta a história do divórcio de um casal que tem um filho de 8 anos. Segundo Luiz Zanin Oricchio, crítico do Estado, “o filme flutua entre o drama e a sitcom, trabalhando com alívios cômicos esporádicos”. Driver também foi indicado ao Globo de Ouro.

  • Antonio Banderas

Antonio Banderas também está na disputa do Oscar de melhor ator. Ele concorre por sua atuação em Dor e Glória, filme de Pedro Almodóvar. O cineasta e o ator já trabalham juntos há décadas. No longa-metragem, Banderas é um diretor de cinema que enfrenta uma série de problemas de saúde e vê a carreira entrando em decadência.

  • Leonardo DiCaprio

Leonardo DiCaprio foi nomeado para a categoria pela atuação em Era uma Vez em... Hollywood. Ele faz o papel de Rick Dalton, ator de uma série de televisão de sucesso que se sente injustiçado. Queria estar fazendo mais e melhores filmes, quem sabe com seu novo vizinho, o polonês Roman Polanski, que colhe os frutos do sucesso O Bebê de Rosemary e é casado com a atriz Sharon Tate (Margot Robbie).

  • Jonathan Pryce

Intérprete do papa Francisco em Dois Papas, Jonathan Pryce está na ativa desde os anos 1970, mas esta é sua primeira indicação ao Oscar. “Por se tratar de uma figura real e conhecida, tomei certas precauções, analisando e emulando certos gestos. Mas é curioso - numa cena, quando me despeço de Bento (Hopkins) e o plano é aberto, Fernando ficou entusiasmado e me cumprimentou, dizendo que eu estava caminhando exatamente como ele”, disse Pryce.

  • Joaquin Phoenix

Bastante elogiado por sua atuação como o Coringa do filme homônimo, Joaquin Phoenix está entre os favoritos para vencer o Oscar de melhor ator neste ano. Antes de se tornar o Coringa, Arthur Fleck é um comediante frustrado que depende de remédios para seus problemas de saúde mental. Sendo pobre e esquisito, Arthur é invisível para a sociedade, mas decide dar o troco.

Melhor atriz ao Oscar 2020

  • Cynthia Erivo

Cynthia Erivo interpreta Harriet no filme homônimo. Ela é uma escrava que foge e se torna uma das maiores heroínas da América. Erivo também concorre ao Oscar de melhor canção original por Stand Up, que está no mesmo longa-metragem.

  • Renée Zellweger

Renée Zellweget interpreta Judy Garland em Judy: Muito Além do Arco-Íris. Ela surge como a mítica atriz e cantora, durante o último ano de sua vida, com flashes em que rememora momentos de sua adolescência, que foi muito rígida. Com problemas financeiros e sofrendo com suas relações amorosas, mesmo assim embarca em turnê por Londres, durante o inverno de 1968.

  • Scarlett Johansson

Scarlett Johansson concorre em duas categorias no Oscar deste ano - melhor atriz coadjuvante, por Jojo Rabbit, e melhor atriz por História de Um Casamento. Neste filme de Noah Baumbach, ela interpreta uma atriz que se divorcia do marido, um diretor teatral interpretado por Adam Driver, também indicado ao Oscar de melhor ator.

  • Charlize Theron

Charlize Theron está indicada ao Oscar por seu papel em O Escândalo. A atriz já levou uma estatueta para casa por seu desempenho em Monster - Desejo Assassino (2003). Em O Escândalo, longa-metragem baseado em uma história real, ela interpreta a âncora da Fox News Megyn Kelly, que sofre assédio sexual do chefe Roger Ailes, interpretado por John Lithgow.

  • Saoirse Ronan

Saoirse Ronan foi indicada como melhor atriz pelo filme Adoráveis Mulheres. É a quarta indicação que a atriz recebe, aos 25 anos. Ronan é a segunda pessoa mais jovem a atingir quatro indicações ao Oscar. Antes, ela concorreu como melhor atriz em Lady Bird - A Hora de Voar e Brooklyn, e por melhor atriz coadjuvante em Desejo e Reparação. Em Adoráveis Mulheres ela interpreta Jo, que ao lado de suas irmãs chega à idade adulta durante a Guerra Civil dos Estados Unidos.

Melhor diretor ao Oscar 2020

  • Martin Scorsese (O Irlandês)

O que levou Scorsese a superar incertezas sobre o filme foi uma história que ultrapassava o escopo de Os Bons Companheiros ou Casino e seguia até os dias finais da vida de um mafioso, Frank Sheeran, quando ele é deixado sozinho para contemplar a moralidade de seus atos. Em palavras que Scorsese sabia que não se referiam apenas ao filme, ele disse ao New York Times: “Tudo tem a ver com os últimos dias. É o último ato”. O diretor espera seu segundo Oscar de direção (o primeiro veio por Os Infiltrados, em 2007).

  • Todd Phillips (Coringa)

Todd Phillips já tinha uma indicação ao Oscar, em 2007, pelo roteiro de Borat, mas era conhecido mesmo pela sua participação na franquia Se Beber Não Case. Portanto não deixa de ser uma surpresa que o seu filme de 2019, Coringa, um drama, tenha recebido um caminhão de indicações este ano, inclusive para sua direção que privilegia o talento de Joaquin Phoenix. Forte concorrente.

  • Sam Mendes (1917)

O britânico Sam Mendes já levou um Oscar, em 1999, por Beleza Americana. Agora, numa situação muito favorável em relação a seus competidores, ele dirige 1917, um enorme plano sequência que conta a história de uma dupla de soldados britânicos na Primeira Guerra. Todos os outros prêmios de direção da temporada foram para ele. Agora vem o Oscar.

  • Quentin Tarantino (Era Uma Vez... em Hollywood)

O talento de Tarantino ainda não rendeu um Oscar de direção para ele, embora seus roteiros já tenham sido premiados duas vezes no passado. Com a forte competição deste ano, é provável que novamente seu trabalho na página, e apenas na página, renda a ele uma nova estatueta.

  • Bong Joon-Ho (Parasita)

Grande merecedor do prêmio, Bong Joon-ho escreveu, produziu e dirigiu um dos grandes filmes do nosso tempo. Parasita coleciona seis indicações, e é de se esperar que a Academia entregue a ele algum dos outros prêmios além do de melhor filme estrangeiro. Uma grande metáfora do capitalismo filmada com inteligência e a sabedoria de um diretor experiente.

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