'Indiana Jones' afasta Harrison Ford de campanha por florestas

O arqueólogo aventureiro IndianaJones corre para salvar tesouros raros em suas aventuras natela grande, mas as exigências que Hollywood impõe ao atorHarrison Ford o impediram de participar de uma campanha parasalvar as florestas tropicais do mundo, na terça-feira. A presença do ator estava prevista numa coletiva deimprensa em Nova York ao lado do presidente da Guiana, BharratJagdeo, para lançar "Lost There, Felt Here", uma campanha daorganização Conservation International. Ford estava ocupado promovendo seu novo filme antes daexibição com tapete vermelho de "Indiana Jones e o Reino daCaveira de Cristal" em Nova York na terça-feira, disse PeterSeligmann, executivo-chefe da Conservation International. "Ele não estará aqui porque acaba de lançar um filme emCannes, e a Paramount, que tem o controle disso, está fazendocom que ele trabalhe muito neste momento", disse Seligman. Harrison Ford fez um anúncio para a campanha daConservation International em que ele tem seu peito depiladocom cera quente, para mostrar que a derrubada das florestastropicais fere pessoas em todo o mundo. "Quando as florestas são derrubadas e queimadas, toneladasde carbono são liberadas no ar que respiramos. Isso muda oclima do mundo, isso machuca", diz ele no anúncio. "Cada pedaçode floresta que é arrancado lá fere a nós, aqui." A Conservation International diz que a queima das florestastropicais é responsável por pelo menos 20 por cento dos gasesestufa globais -- mais que todos os automóveis, caminhões eaviões do mundo. O pequeno país sul-americano da Guiana ainda conserva até80 por cento de sua floresta amazônica original. Naterça-feira, o presidente Jagdeo ofereceu colocar a florestasob supervisão internacional se, em troca, seu país for pagopelo dióxido de carbono que é armazenado nas árvores e nabiomassa. "Sinto que Harrison Ford não esteja aqui, mas pretendotirar plena vantagem da presença de vocês", brincou ele. "As políticas de combate às mudanças climáticas podem levareuropeus e norte-americanos a terem que pagar mais por um SUV(veículo utilitário esportivo), mas em países pobres da Ásia,África e América Latina as mudanças climáticas são literalmenteuma questão de vida ou morte", disse Jagdeo. "Precisamos fazer com que nossas árvores valham mais em pédo que derrubadas."

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