Imprensa especializada de Berlim dá prêmio a filme peruano

O filme possui elementos que o poderiam situar na vertente do chamado realismo mágico

Luiz Carlos Merten, de O Estado de S. Paulo,

13 de fevereiro de 2009 | 18h25

Falando para jornalistas de todo o mundo, após a apresentação de La Teta Assustada na competição da 59ª Berlinale, a diretora peruana Claudia Llosa disse, referindo-se ao fato de ser latina, que filma "para mostrar a nossa cara e a nossa cultura". Claudia pode estar certa de ter atingido o alvo. Ela foi a primeira vencedora do festival que termina neste sábado.   A Fipresci, Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica, atribuiu justamente a La Teta Assustada o prêmio de melhor filme da competição.   O filme possui elementos que o poderiam situar na vertente do chamado realismo mágico, incluindo uma heroína que introduz uma batata no sexo para afastar o perigo de estupro, e ela cresce como se tivesse sido lançada em terra fértil, mas o tratamento é verista e tem muito de documentário.   Outro prêmio importante foi dado a Nord, do norueguês Rune Denstad Langlo, como melhor filme da seção Panorama. A história trata de ex-campeão de esqui que vive recluso e tem sua chance de reintegração, ao descobrir que tem um filho.

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