Imprensa dos EUA começa a especular sobre indicados ao Oscar

Crítica especializada divide-se entre os recém-estreados 'American Gangster' e 'No Country for Old Men'

Antonio Martín Guirado, da Efe,

07 de novembro de 2012 | 14h33

A crítica cinematográfica dos Estados Unidos começou a especular sobre alguns dos favoritos para a próxima edição do Oscar, e se divide entre os recém-estreados American Gangster e No Country for Old Men.   Cineastas questionam regras do Oscar de melhor filme estrangeiro   Apesar de afirmar que 2007 não foi, por enquanto, um ano de favoritos destacados que farão furor na cerimônia de prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a imprensa especializada ressalta a qualidade de alguns filmes já estreados.   "Definitivamente, não há nenhum favorito. Mas isso é bom e aumenta nossas expectativas", afirma o presidente da distribuidora Miramax, Daniel Battsek, ao The Wall Street Journal.   O crítico do jornal nova-iorquino, Sam Schechner, prevê que Francis Ford Coppola e Mike Nichols, dois clássicos de Hollywood, retomarão o caminho do Oscar com Youth Without Youth e Jogos do Poder.   Mas as maiores apostas até o momento recaem sobre as mais recentes obras do britânico Ridley Scott e dos irmãos Joel e Ethan Coen.   American Gangster e No Country for Old Men são filmes que dividiram as atenções da crítica graças, em parte, às atuações de seus protagonistas, Denzel Washington e Russell Crowe, de um lado, e Javier Bardem, de outro.   "A atuação de Denzel Washington como o 'chefão' do Harlem é digna do Oscar", afirma Carrie Rickey, crítica do Philadelphia Enquirer.   "É um duelo emocionante. A expressão de aço de Washington pode derrotar a personalidade corrosiva de Crowe? Há um empate", acrescenta Rickey, que, no entanto, acredita que a estatueta para Crowe poderia vir por outro filme - o faroeste Os Indomáveis.   No caso de Bardem, tudo são elogios para seu papel na filme dos Coen, no qual encarna - em suas próprias palavras - a violência personificada.   "Bardem, com sua pele pálida e o pior corte de cabelo do mundo, está estupendo em seu papel, um monstro que será lembrado por anos. Por trás de seus olhos se esconde o mal, revestido com um perverso senso do humor", comenta o crítico Peter Travers, da revista Rolling Stone.   Anthony Breznican, crítico do USA Today, lembra outro nome presente nas apostas americanas: o do ator Viggo Mortensen, "carismático e ao mesmo tempo repulsivo" em seu papel de mafioso russo em Senhores do Crime. Também se destacam os papéis de George Clooney em Michael Clayton e de Tommy Lee Jones, em No Vale das Sombras.   Entre as mulheres, há previsão de indicações para Jodie Foster por Valente e Angelina Jolie por O Preço da Coragem, respectivamente.   Mas, por enquanto, as grandes disputas estão no campo da animação. Uma estréia da próxima semana nos EUA, Beowulf, de Robert Zemeckis, surge como óbvia indicada, mas não isenta de polêmica.     Sua inclusão nesta categoria causou certa polêmica na indústria porque o Zemeckis utilizou uma técnica denominada "performance capture", que usa animação tridimensional, digitaliza os atores - incluindo suas vozes - e os transforma em imagens geradas por computador.   Concorrem com ele filmes como Shrek Terceiro, Bee Movie - a história de uma abelha, Ratatouille e Os Simpsons - o filme.   Por enquanto, são apenas especulações, mas é quase certo que muitos desses títulos estarão presentes nos envelopes que serão abertos pela Academia de Hollywood em 22 de janeiro, dia em que serão anunciados os indicados ao Oscar.

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