<i>Cazuza</i> inicia o Festival Nacional da Globo

Sandra Werneck brinca quando se diz para ela que Cazuza - O Tempo não Pára é muito pudico ao encarar a homossexualidade do cantor e compositor. Homossexual, bissexual, pansexual. O comportamento libertário de Cazuza desafia classificações e a sua vontade de devorar a vida está na origem de sua morte prematura. Sandra trata o assunto com tato, mais sugerindo que mostrando. O que ela diz é o seguinte - se dependesse da crítica e do próprio co-diretor Walter Carvalho, ela teria escrachado muito mais, mas aí não seria o filme que quis fazer e foi recordista de público, há dois anos. Cazuza inicia nesta quarta-feira o Festival Nacional da Globo, que vai exibir filmes brasileiros importantes, às quartas-feiras. Todos têm a chancela da Globo Filmes e Cazuza, por coincidência (ou não), passa também nesta quarta, às 20 horas, na TV paga, no Canal Brasil. Na sexta, começa na Globo a minissérie com as personagens de Antônia, o longa de Tata Amaral que estréia somente no ano que vem. Também na sexta, estréia nos cinemas O Céu de Suely, de Karin Ainouz, um dos filmes brasileiros mais elogiados dos últimos tempos - mas não mais do que O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, que já está em cartaz. Há uma diversificada oferta de filmes nacionais na TV e no cinema. Serve para refletir. Cazuza foi um grande sucesso nos cinemas, com mais de 3 milhões de espectadores, mas o número é quase irrelevante, se considerarmos a população do País - em torno de 180 milhões de habitantes. O brasileiro, por múltiplos fatores, vai pouco ao cinema. Cazuza arrisca-se a ter hoje, na TV, dez vezes mais espectadores.

Agencia Estado,

15 Novembro 2006 | 09h54

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