<i>A Igualdade É Branca</i> é a atração do Telecine Cult

Derradeira manifestação do tipo de cinema interiorizado e metafísico que o diretor polonês Krszystof Kieslowski gostava de fazer, a trilogia das cores começou com A Liberdade É Azul e prosseguiu com A Igualdade É Branca e A Fraternidade É Vermelha. O segundo é a atração desta quarta-feira, 21, do Telecine Cult, às 18h05. Embora os três filmes se completem, cada um pode ser visto (e apreciado) isoladamente. Kieslowski se indaga sobre o que restou dos princípios republicanos num mundo cada vez mais alienado e consumista. Zbigniew Zamachowski faz o polonês que vive na França. Quando a mulher pede o divórcio, a falta de domínio que ele tem da língua francesa o leva a ser enganado no tribunal. Deportado para a Polônia, ele planeja sua vingança e ela será terrível, contra a personagem interpretada por Julie Delpy. Nos três filmes, Kieslowski na verdade estava falando de impossibilidades. A liberdade absoluta é impossível porque vivemos em sociedade e os direitos de um terminam onde começam os do outro. A igualdade choca-se com o poder econômico, por exemplo. A fraternidade é corroída internamente pela indiferença, como mal da época. São grandes filmes, com grandes atrizes e partituras magníficas de Zbigniew Preisner.

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