<i>2 Filhos de Francisco</i> abre Festival de Cinema do Cairo

O filme brasileiro 2 Filhos de Francisco - A História de Zezé di Camargo & Luciano abriu, na terça-feira, o Festival de Cinema do Cairo, que nesta 30.ª edição dá destaque a filmes latino-americanos. A mostra latino-americana - aberta oficialmente em uma cerimônia na quarta-feira - vaio exibir 17 filmes de sete países: Argentina, Brasil, México, Peru, Chile, Colômbia e Venezuela. Os filmes brasileiros exibidos nas próximas duas semanas serão Eu Me Lembro (Edgar Navarro), O Maior Amor do Mundo (Cacá Diegues), O Passageiro (Flávio Tambellini) e Zuzu Angel (Sergio Rezende), todos lançados em 2006. O filme Diários da Motocicleta (2004), dirigido por Walter Salles, também é apresentado como brasileiro embora, na verdade, seja falado em espanhol e fruto de uma produção conjunta dos países Alemanha, Chile, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Peru. Recepção Os filmes brasileiros que serão apresentados no festival têm, na maioria, elementos que podem ser identificados também com a cultura e o universo locais, como repressão política (Zuzu Angel) e enfrentamentos com a pobreza (2 Filhos de Francisco e Eu Me Lembro) A história de dois meninos pobres que saem do interior para o estrelato apresentada em 2 Filhos de Francisco, filme de Breno Silveira lançado no País em 2005, ilustra bem esta idéia. O filme não empolgou muito a platéia na noite de abertura: diversas pessoas deixaram a sala de exibição antes do fim e o aplauso final foi rápido e protocolar. Mas espectadores ouvidos pela BBC Brasil depois da apresentação elogiaram a obra por trazer elementos com os quais egípcios podem facilmente se relacionar. ?Esta poderia ser a história de dois meninos do Delta (do Rio Nilo, a região agrícola do Egito) que se esforçam para vencer na vida e conseguem?, disse o advogado egípcio Yassin Tageldin Yassin. Similaridades O embaixador de Cuba em Cairo, Angel Dalmau Fernandes, disse ao sair do cinema que filmes latino-americanos deveriam chegar com mais freqüência às telas árabes. ?Temos (árabes e latino-americanos) muitas semelhanças cuturais e, principalmente, sociais, que se refletem nos cinemas de nossos países e que não aparecem tanto em filmes europeus e americanos?, disse Fernandes. O embaixador observou que também a América Latina deveria importar e exibir mais filmes árabes. ?Em Havana já temos, anualmente, a Semana de Cinema Egípcio?, observa.

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