Hulk ganha "intensidade emocional" nas telas

O incrível e atormentado Hulk vai ganhar mais relevo psicológico nos cinemas. É o que diz o diretor Ang Lee sobre sua adaptação da história em quadrinhos, que estréia esta sexta nos Estados Unidos (dia 27 no Brasil). "Eu queria um filme que satisfizesse o desejo das platéias por ação. Mas também queria estabelecer um drama psicológico, uma intensidade emocional que conduzisse a ação", diz o cineasta nascido em Taiwan ao Newsday.Ang Lee ganhou fama internacional com seu O Tigre e o Dragão, Oscar de melhor filme estrangeiro em 2000. Deu às artes marciais graça e poesia raramente vistas no cinema, num constante desafio à gravidade. Seus heróis corriam sobre as águas, subiam paredes e equilibravam-se em grandes bambuzais, sempre desempenhando ataques e contra-ataques espetaculares.Em Hulk, porém, coreografias mirabolantes não foram suficientes. O diretor optou por fazer do brutamontes da Marvel uma animação, fundindo atores de verdade e desenho. "Nos quadrinhos, há uma rica tradição de narrativa visual. Mas acontece que as pessoas não levam a sério. Então, eu vi (neste projeto) a chance de fazer algo inusitado, intenso e consistente do ponto de vista artístico. Sem regras."

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