Ben Rothstein/Warner Bros. Pictures
Ben Rothstein/Warner Bros. Pictures

Hugh Jackman estrela filme distópico ‘Caminhos da Memória’

Escrito e dirigido por Lisa Joy, longa mostra uma Miami transformada pela elevação do nível do mar

Andrew Marszal, AFP

20 de agosto de 2021 | 16h30

Depois de dominar como o super-herói Wolverine, Hugh Jackman abraçou a oportunidade de estrelar Caminhos da Memória, ficção científica com uma visão distópica de Miami para um futuro não muito distante. O filme, já em cartaz nos cinemas brasileiros, mostra uma cidade transformada pela elevação do nível do mar, que inunda as ruas. Exceto os mais ricos, todos vivem amontoados em becos inundados e à mercê da criminalidade. O único “superpoder” é uma tecnologia que permite revisitar tempos melhores.



Em Caminhos da Memória, Jackman interpreta Nick Bannister, cientista que dirige um desses laboratórios de memória. Sua vida fica transtornada quando uma mulher misteriosa o procura pedindo ajuda para lembrar onde deixou as chaves.

“Não serei eu, que já fiz nove filmes como Wolverine, que vou questionar as sequências”, disse Jackman. “Mas acho que o público quer algo novo e fresco.” Escrito e dirigido por Lisa Joy, o longa é vagamente inspirado no mito de Orfeu e Eurídice. 

“Foi um desafio e não acho que teria sido possível sem o apoio de Hugh”, disse Joy. “Pela primeira vez estou dirigindo um longa e o projeto original que queria rodar envolvia a inundação em Miami.”

Seu marido, Jonathan Nolan, produtor do filme, explorou o lado sombrio de nossas memórias ao escrever o thriller Amnésia, dirigido nos anos 2000 por seu irmão Christopher. Foi nessa época que Jackman fez sua estreia como Wolverine em X-Men.

 


 Joy descreveu o personagem principal como um “detetive particular da mente, algo assim como o ponto de encontro entre Wolverine e Humphrey Bogart”.

“Provavelmente um pouco mais habilidoso com os punhos do que Bogart jamais foi”, brinca Jackman, antes de admitir que há algo de seu mutante icônico em Nick Bannister.

Veterano de guerra que sofre de estresse pós-traumático, o personagem se vê preso em uma rede de traficantes de drogas e “donos de terras” que cobiçam áreas secas e cultiváveis disponíveis. “Assim como Wolverine, ele tem a casca dura e é produto da dor. Quanto mais forte o lado de fora, mais destruído por dentro.”

A mistura de ficção científica, ação e romance chamou a atenção do ator de 52 anos. Versátil, Jackman, além de seus filmes de ação, ganhou um prêmio Tony e é conhecido por sua atuação em musicais como O Rei do Show e Os Miseráveis. “Para mim, tudo é novo. Mesmo quando estava fazendo Wolverine, tudo parecia novo e empolgante. Sempre achei que tinha mais para tirar daquele personagem”, disse Jackman, para quem seu novo projeto “parece algo muito original e emocionante”.


 TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

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