'Hotel Transilvânia 2', com Mel Brooks e Adam Sandler, une humor a discussão por igualdade

Com Selena Gomez no elenco, filme que fala de família e aceitação, estreia no dia 1º de outubro; confira o trailer

Pedro Antunes - Cancún, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2015 | 20h09

Uma pomposa arrecadação de US$ 358 milhões em 2012 e boas doses de humor e doçura foram responsáveis por dar um novo capítulo a Hotel Transilvânia, animação dirigida pelo russo Genndy Tartakovski.

Cheio de monstros que, diferentemente das histórias originais, não machucam ninguém, e um elenco estrelado, o segundo longa da agora considerada franquia é uma das apostas da Sony Pictures para este ano.

Liderado por Adam Sandler, que interpreta o famoso Drácula, o elenco ainda conta com nomes como Selena Gomez (Mavis, a filha do vampirão), Steve Buscemi (Wayne, o lobisomem) e Kevin James (Frankenstein).

A grande adição do novo filme é a presença do ilustre Mel Brooks dublando Vlad, o pai de Drácula.

"Mel Brooks se adaptou muito rápido", contou o diretor. "Não sabíamos como seria, ele tem 89 anos, afinal de contas."

Brooks, na verdade, participou diretamente do processo de criação do personagem. A princípio, Vlad seria muito mais assustador do que se verá na tela, mas a sugestão do veterano ator foi capaz de convencer Tartakovski a amenizar o visual do personagem.

Trechos do filme ainda inacabado foram exibidos durante uma coletiva de imprensa com a participação do diretor e da produtora do filme Michelle Murdocca. E a história se passa sete anos depois do primeiro longa.

Drácula é obrigado a aceitar que a filha dele está apaixonada por um rapaz que não é humano. Nesta nova aventura, um filho do casal, um híbrido de vampiro e humano, ainda não mostrou talento como monstro, para desespero do avô.

"Partimos desse princípio de monstros e humanos coexistindo. Antes, os monstros viviam nas sombras, escondidos, e Drácula tinha um problema em aceitar isso. Foi Mavis que o ajudou entender isso. Agora, temos quatro gerações de monstros, Vlad, Drácula, Mavis e o bêbe", explica o diretor, cujo extenso currículo em animação para televisão inclui O Laboratório de Dexter, Samurai Jack e Star War - Clone Wars.

A presença de Vlad reacende uma das metáforas do filme: a igualdade. Monstros e humanos vivem em certa harmonia no hotel de Drácula, mas o vampiro mais velho não parece aceitar bem a integração. A própria busca de Drácula em fazer com que o neto mostre algum dom para a monstruosidade é outro reflexo disso.

No fundo, diretor e produtora contam que o filme lida, basicamente, com conceitos de aceitação e, claro, família. Um reflexo da sociedade moderna.

"As pessoas estão aceitando a mudança, entende?", diz Tartakovski. "Basta ver o caso de Bruce Jenner, agora Caitlyn Jenner, as pessoas estão aceitando, estão olhado melhor para o outro. Todos têm a oportunidade de se expressar."  

O repórter viajou a convite da Sony Pictures

 

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