Hollywood se prepara para possível greve de atores

Depois da longa greve dos roteiristas, empresas de seguro já oferecem apólices de greve em Hollywood

Reuters

08 de março de 2004 | 21h45

O epílogo de uma tumultuada greve de roteiristas foi escrito, mas Hollywood se prepara para uma possível seqüela da dispendiosa mobilização, desta vez interpretada por atores de cinema e televisão. Embora a indústria televisiva tenha se apressado em colocar de novo no ar os programas interrompidos pela greve desde o seu fim há três semanas, a ameaça de uma nova interrupção do trabalho por parte dos atores tem colocado os estúdios de televisão em situação delicada. Os cineastas estão relutantes a iniciar qualquer produção que não possa ser terminada antes que expirem os contratos dos membros do Sindicato de Atores de Cinema e Televisão em 30 de junho - uma data que está sendo tratada como a data limite para o sindicato iniciar uma greve. Supondo uma filmagem típica de 60 dias de um filme, além dos dias livres, possíveis atrasos e as necessidades de realizar gravações adicionais, isso significa que poucas, ou nenhuma, fita de estúdio importante começará a ser gravada depois do fim deste mês, dizem os conhecedores da indústria.  "A maior parte dos estúdios não estão dando permissão para o início de nenhuma película que deveria estar em produção depois da data limite (30 de junho)", disse uma fonte de dentro de uma importante agência de talentos, que foi autorizado a falar publicamente sobre os assuntos de seus clientes. A preocupação com a situação de trabalho levou, inclusive, uma importante seguradora de Hollywood, Fireman's Fund Insurance Co., a oferecer uma apólice "de gastos por greve" para os estúdios.  Muitos em Hollywood crêem que o cansaço provocado pela greve anterior é ainda muito grande para que haja uma nova mobilização. Mas com dezena de milhões de dólares em jogo quando uma produção é interrompida, os estúdios preferem o seguro.

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