Hollywood quer Vera Fischer

O tipo faz muito sucesso no Brasil: olhos azuis, formas curvilíneas, fios loiros e jeito de mulher fatal. Mais do que símbolo sexual, Vera Fischer é um mito da beleza nacional. Ou será mundial? É verdade que a loira ficou em 15º lugar quando concorreu ao título de Miss Universo, em 1969. Mas, naquela época, ela era apenas uma ninfeta de 17 anos que dizia aos jornalistas: "Gosto de ler Meu Pé de Laranja Lima. É lindo." Hoje, Vera tem mais para dizer. Aliás, qualquer palavra que sai de sua boca vira notícia. Polêmica, coleciona dezenas de escândalos: agressões, drogas, bebedeiras, separações, fofocas profissionais... Finalmente ela está pronta para ser uma estrela internacional: é a Marilyn Monroe brasileira. A fama de furacão chegou primeiro aos Estados Unidos. Agora, Hollywood quer Vera Fischer. "Recebi um convite para participar de um filme nos EUA", revela. "Ainda não tem nada acertado, estou avaliando o trabalho."Pode ser que o Brasil exporte mais um talento para as terras do Tio Sam, assim como fez com Rodrigo Santoro e Gisele Bündchen. Mas, antes, vai assistir a outro show inesquecível da deusa loira: streap tease completo, no palco. "Não tenho problemas em ficar sem roupa", diz. Disso, ninguém duvida. Em 2000, com 48 anos, Vera posou para a Playboy sem depilar o corpo, surpreendendo os mais ortodoxos. Três anos depois do ensaio pouco - ou nada - mudou: continua linda, esbelta e desejada. Quem melhor do que ela para viver Mrs. Robinson, a antológica "devoradora de machos" do filme A primeira Noite de um Homem?Femme fatale - Vera sabe o poder que tem. Por isso comprou os direitos autorais do roteiro e vai transformá-lo em peça, sob direção de Miguel Falabella. "O roteiro está sendo traduzido. Vou estrear em abril de 2004, produzindo e atuando", avisa. "Quero ficar um ano e meio longe da TV para me dedicar ao teatro." O que seria uma devoradora de homens? A resposta é um sorriso de lábios cerrados, um pouco enigmático. O olhar de Vera dispensa explicações: ela se prepara para encarar, na ficção, o papel de femme fatale que sempre a acompanhou na vida real.

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