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Hollywood aposta em 'Thor' para salvar bilheterias norte-americanas

Filme de Kenneth Branagh é candidato improvável para ressuscitar indústria

EDWIN CHAN, REUTERS

03 de maio de 2011 | 17h13

Thor, o primeiro de vários filmes de super-heróis a estrear nos cinemas neste verão na América do Norte, chega às telas dos Estados Unidos na sexta-feira com grandes esperanças depositadas no sucesso do deus nórdico.

Hollywood está rezando que o personagem da Marvel Comics sacuda as bilheterias de 2011, até agora fracas, e infunda nova vida a um gênero de filmes de super-herói que já está começando a parecer cansado, depois que alguns dos nomes mais famosos já ganharam suas franquias.

Thor talvez pareça um candidato improvável para ressuscitar as bilheterias norte-americanas. O membro fundador dos Vingadores originais derrota seus inimigos com um martelo de guerra mágico e a capacidade de convocar raios e trovões.

Mas, uma vez que a maioria dos personagens mais importantes da Marvel e da DC Comics já passaram pelo cinema, Hollywood vem procurando cada vez mais fundo no baú para encontrar personagens que possam dar origem a novas franquias de heróis de ação.

Para o diretor de cinema britânico Kenneth Branagh, cujo nome é mais usualmente associado a Shakespeare, o desafio foi garantir que sua primeira investida no gênero de ação em 3D se destacasse.

"O filme vai em sentido contrário às histórias normais de super-heróis. Não se trata de um homem comum que é picado por uma aranha e ganha poderes sobrenaturais", disse Branagh à Reuters em entrevista.

"O que temos aqui é um super-herói - ou, melhor, um deus - que perde todos seus poderes e é obrigado a tentar comunicar-se com o público."

Thor tem no elenco o ator premiado com o Oscar Anthony Hopkins e a igualmente premiada Natalie Portman, muito popular entre os fãs de super-heróis.

Além disso, é um dos primeiros filmes do gênero a ser lançado este ano, chegando aos cinemas antes de Lanterna Verde, mais um X-Men e Capitão América, além de ser um dos poucos filmes originais em uma temporada repleta de sequências como Velozes e Furiosos 5 e Se Beber, Não Case! Parte II.

Na versão criada por Branagh do clássico de quadrinhos, o filho de Odin, representado pelo musculoso novato australiano Chris Hemsworth, provoca a ira de seu pai ao reacender um conflito antigo. Ele é destituído de seus poderes e mandado para a terra. Com a ajuda da cientista Jane Foster (Natalie Portman), ele enfrenta a mortalidade e acaba por se redimir.

Rodado em 3D, o filme é repleto de pirotecnia e violência. Mas alguns especialistas talvez questionem se Thor - diferentemente de Homem Aranha e Homem de Ferro - possui a grande base de fãs necessária para arrecadar o suficiente para ser rentável, superando seu custo estimado de US$ 150 milhões.

Comparado a atores como Christian Bale (Batman Cavaleiro das Trevas) ou Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Hemsworth é relativamente desconhecido, além de falar em tom arcaico e duro.

"Thor" já foi lançado na Austrália, Grã-Bretanha, França, Coreia do Sul e dezenas de outros países e já faturou US$ 93 milhões.

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