Paramount Pictures
'Sonic 2: O filme', de Jeff Fowler Paramount Pictures

'Sonic 2: O filme', de Jeff Fowler Paramount Pictures

Hollywood adere ao bloqueio à Rússia pela invasão da Ucrânia

A Paramount anuncia que segue o mesmo caminho da Disney, Sony e Warner Bros.

AFP , Redação

Atualizado

'Sonic 2: O filme', de Jeff Fowler Paramount Pictures

Hollywood aderiu ao bloqueio contra Moscou por sua invasão da Ucrânia, e na terça-feira (1.º) a Paramount se tornou o mais recente de vários estúdios a retirar os próximos lançamentos de filmes dos cinemas russos.

A decisão da Paramount, que afetará imediatamente títulos como Cidade Perdida e Sonic 2: O filme, vem logo após anúncios semelhantes da Disney, Sony e Warner Bros.

A WarnerMedia, outro grande estúdio americano, suspendeu o lançamento nos cinemas russos da última versão do Batman, que estreia nos Estados Unidos nesta sexta-feira, 4.

"Enquanto testemunhamos a tragédia em curso na Ucrânia, decidimos pausar o lançamento nos cinemas de nossos próximos filmes na Rússia", disse um porta-voz da Paramount Pictures à imprensa americana.

Os outros estúdios se expressaram em termos semelhantes, condenando as ações de Moscou.

Enquanto isso, a Disney informou que está trabalhando com uma ONG para fornecer ajuda emergencial e outras formas de assistência humanitária aos refugiados.

A Sony Pictures, subsidiária do grupo japonês Sony, também suspendeu o lançamento de seus filmes na Rússia, incluindo Morbius, sua mais recente grande produção de super-heróis.

A indústria do entretenimento em geral está se posicionando contra a hostilidade da Rússia à Ucrânia.

O ator britânico Benedict Cumberbatch, estrela do indicado Ataque dos Cães, aproveitou a ocasião de receber sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood na segunda-feira para pedir ações impedindo o avanço de Moscou.

A Filarmônica de Munique da Alemanha demitiu o maestro russo e apoiador do Kremlin, Valery Gergiev, na terça-feira, depois que ele não condenou a invasão.

Os organizadores do Festival Eurovisão da Canção disseram que não permitirão que a Rússia participe da edição deste ano, e o trio punk-pop Green Day anunciou esta semana que cancelaria uma série de shows em Moscou "à luz dos atuais eventos".

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Estrelas russas da música clássica são pressionadas a se afastar de Putin

Apresentações estão sendo canceladas em solidariedade de instituições ocidentais à Ucrânia

David Courbet, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2022 | 09h48

Aumenta a pressão sobre os artistas russos, após a invasão da Ucrânia, para que se distanciem do presidente Vladimir Putin, sob pena de serem declarados persona non grata nos palcos ocidentais. O mundo da música clássica foi novamente abalado nesta terça-feira, 1º, pela decisão da direção da Filarmônica de Munique, na Alemanha, de demitir o maestro Valery Gergiev, próximo ao Kremlin, enquanto a soprano Anna Netrebko, em posição delicada, decidiu suspender seus concertos.

Na sexta-feira, 25, o presidente da capital da Baviera, Dieter Reiter, deu a Gergiev até segunda-feira, 28, para "se distanciar de modo claro e categórico" da invasão russa à Ucrânia. Porém, o diretor de 68 anos, um dos mais requisitados do mundo, permaneceu em silêncio enquanto os ultimatos contra ele se intensificavam. Além de dirigir a Filarmônica de Munique, desde 2015 ele conciliava seu cargo, entre outros, com o de diretor-geral do prestigiado Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, cidade natal do presidente russo.

Sua proximidade com Putin, com quem se encontra desde 1992, e sua lealdade ao líder suscitaram várias controvérsias na última década, em especial por sua participação em concertos na Ossétia do Sul, que foi bombardeada, e em 2016 em Palmira, Síria, junto com as tropas do exército do regime de Bashar al Assad. Na segunda-feira, 28, a Filarmônica de Paris e o prestigiado Festival de Lucerna, na Suíça, anunciaram o cancelamento de vários dos seus espetáculos já agendados, em "solidariedade" ao povo ucraniano.

O Festival de Verbier, também suíço, e o escocês Festival de Edimburgo, maior evento de concertos ao vivo do mundo, exigiram e aceitaram a renúncia do maestro como diretor de suas orquestras. Na sexta-feira, o Carnegie Hall, de Nova York, já havia deixado o diretor russo de fora de uma série de apresentações. No domingo, 27, seu agente artístico, o alemão Marcus Felsner, decidiu deixar de representá-lo.

Outros artistas russos também ficaram em uma posição embaraçosa.

A Ópera do Estado Bávaro anunciou nesta terça-feira que, além de cancelar seus compromissos com Gergiev, também cancelou os da soprano russa Anna Netrebko, que iria se apresentar em julho. O embaixador ucraniano na Alemanha, Andrij Melnyk, havia pedido anteriormente no Twitter que os espectadores alemães boicotassem sua apresentação na quarta-feira na Filarmônica do Elba, em Hamburgo.

Por fim, o concerto foi adiado para setembro de 2022. E nesta quarta-feira, 2, o organizador River Concerts publicou um comunicado da artista de 50 anos em que anunciou que renuncia aos "concertos até segunda ordem". Netrebko é criticada por não ter se distanciado de Putin, embora tenha se declarado "contrária a esta guerra" na Ucrânia em sua conta no Instagram.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Maestro Valery Gergiev é afastado pelo Teatro La Scala de Milão

Músico amigo de Putin já perdeu coordenação da Filarmônica de Munique e concerto no Carnigie Hall

EFE, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2022 | 13h03

O teatro La Scala em Milão anunciou hoje que o maestro russo Valery Gergiev foi informado de que não irá conduzir a ópera A Dama de Espadas no dia 5 de março conforme planejado e que será substituído por Timur Zangiev, após não receber uma resposta ao seu pedido de condenação da invasão da Ucrânia pela Rússia. Gergiev já havia sido vetado pela Filarmônica de Paris e em Viena.

O superintendente da ópera Dominique Meyer escreveu uma carta ao maestro Valery Gergiev na terça-feira informando que o Scala irá encomendar a ópera de Tchaikovsky a um novo diretor, explicou os responsáveis em um comunicado.

O teatro milanês explicou que na manhã de 24 de fevereiro, após a invasão do território ucraniano pelo exército russo, o superintendente, de acordo com o presidente da Fundação, Giuseppe Sala, escreveu uma carta ao professor convidando-o a pronunciar a favor da resolução pacífica do conflito, conforme ditado pela Constituição Italiana.

"Sem resposta após seis dias, e três dias antes da apresentação, é inevitável buscar uma solução diferente", explica na nota do La Scala, que anunciou que as próximas apresentações de A Dama de Espadas "serão realizadas pelo maestro Timur Zangiev, que já conduziu parte dos ensaios com grande apreço da orquestra".

O teatro reiterou "seu apoio aos cidadãos ucranianos que foram vítimas dos ataques e aos muitos cidadãos russos que expressaram corajosamente sua condenação à guerra nos últimos dias". "Nosso teatro será sempre um lugar de discussão e debate entre diferentes tradições e culturas", concluiu.

Anna Netrebko

Nesta terça-feira, a soprano russa Anna Netrebko anunciou que cancelaria todas as suas apresentações nos próximos meses, incluindo a que havia planejado no La Scala, devido à polêmica gerada por sua postura contra a invasão da Ucrânia pela Rússia. "Após uma profunda reflexão, tomei a difícil decisão de me retirar da vida de shows por enquanto", disse o cantor de 50 anos, que também tem nacionalidade austríaca e reside habitualmente em Viena.

"Espero que o meu público possa compreender esta decisão", diz a cantora, no passado considerada próxima do presidente russo Vladimir Putin, numa mensagem nas suas redes sociais em que lamentou que artistas e outras personalidades estejam a ser obrigados a criticar politicamente seu país de origem.

"Esta deve ser uma opinião livre. Como muitos de meus colegas, não sou uma pessoa política. Não sou um especialista. Sou um artista e meu objetivo é unir as pessoas além das fronteiras políticas", disse Netrebko.

"Sou contra esta guerra. Sou russa e amo meu país, mas tenho muitos amigos na Ucrânia e a dor está partindo meu coração. Quero que essa guerra acabe e que as pessoas possam viver em paz. É isso que espero e pelo que rezo", acrescentou.

Denis Matsuev

Depois de Barcelona e Viena, Paris também cancelou o recital do pianista russo e embaixador da Boa Vontade da Unesco Denis Matsuev, agendado para 31 de maio no Teatro Champs Elysées e cancelado devido à guerra na Ucrânia.

O pianista de 46 anos foi nomeado Embaixador em abril de 2014 pela então diretora da Unesco, a búlgara Irina Bokova. Matsuev foi então condecorado pelo seu trabalho de "promoção musical" entre os mais jovens e por promover a "tolerância" entre as nações graças aos festivais internacionais que organiza.

No mesmo comunicado, o Teatro Champs-Elysées também informou que o maestro russo Valery Gergiev, até agora um colaborador da Orquestra Filarmônica de Roterdã, não estará em Paris na próxima temporada. 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Logotipo do Festival Internacional de Cinema de Cannes Lionel Bonaventure / AFP

Festival de Cinema de Cannes vai barrar delegações russas

O organizadores fizeram o anúncio em um comunicado nesta terça-feira, 1

Redação , AFP

Atualizado

Logotipo do Festival Internacional de Cinema de Cannes Lionel Bonaventure / AFP

O Festival de Cannes planeja rejeitar delegações oficiais russas e também "não aceitará a presença de qualquer órgão relacionado ao governo russo", enquanto durar a invasão da Ucrânia por parte de Moscou - anunciaram seus organizadores, em um comunicado divulgado nesta terça-feiram, 1.

"Decidimos, a menos que a guerra de agressão seja interrompida com condições satisfatórias para o povo ucraniano, não receber delegações oficiais procedentes da Rússia, nem aceitar a presença de qualquer órgão relacionado ao governo russo", informou o Festival de Cinema mais importante do mundo, que acontece entre 17 e 28 de maio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O maestro Valery Gergiev e o presidente russo Vladimir Putin, em junho de 2017, em visita ao Teatro Mariinsky em São Petersburgo Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin/ Reuters

Orquestra Filarmônica de Munique demite maestro próximo a Putin

Valery Gergiev não respondeu a um pedido para criticar a invasão à Ucrânia; ele também teve apresentações no Carnegie Hall canceladas

AFP , Redação

Atualizado

O maestro Valery Gergiev e o presidente russo Vladimir Putin, em junho de 2017, em visita ao Teatro Mariinsky em São Petersburgo Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin/ Reuters

A Filarmônica de Munique decidiu demitir o maestro russo Valery Gergiev, próximo a Vladimir Putin, anunciou nesta terça-feira a prefeitura da cidade alemã, depois que ele não respondeu a um pedido para criticar a invasão da Ucrânia.

"Com efeito imediato, não haverá mais concertos da Orquestra Filarmônica de Munique sob sua direção", afirmou o prefeito de Munique, Dieter Reiter, em um comunicado.

O maestro

Valery Gergiev conduz esta orquestra desde 2015. O famoso maestro foi afastado no último minuto de uma série de apresentações no Carnegie Hall, local de prestígio em Nova York. "Esta mudança se deve a eventos recentes no mundo", disse um porta-voz do Carnegie à AFP. Teatro alla Scala, em Milão, também pediu que ele defendesse publicamente uma "solução pacífica" para o conflito e ameaçou cancelar duas apresentações marcadas para 5 e 13 de março. 

O Carnegie e a Filarmônica também disseram que o pianista russo Denis Matsuev, que estava programado para se apresentar com Gergiev e a orquestra, não compareceria aos concertos. Matsuev também é associado de Putin; em 2014, ele expressou apoio à anexação da Crimeia.

Diretor-geral do prestigiado Teatro Mariinsky em São Peterburgo, Valery Gergiev, 68 anos, é um dos maestros mais requisitados do mundo. Sua proximidade com Putin, que ele conhece desde 1992, e sua lealdade ao presidente russo após a anexação da Crimeia em 2014, além de suas apresentações na Ossétia do Sul bombardeada (uma área pró-russa da Geórgia) e em Palmira, na Síria, em 2016 geraram polêmica na última década.

 

 

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Artistas da Ucrânia pedem ajuda ao país durante guerra

Nomes como Milla Jovovich, Oksana Lyniv e Olga Kurylenko usaram as redes sociais para divulgar links com doações

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2022 | 11h45

Os ataques da Rússia à Ucrânia que tem ocorrido nos últimos dias já resultaram em um processo protocolado contra os russos no Tribunal de Haia e no alerta máximo pelas forças de dissuação nuclear do país euro-asiático. Diante da gravidade da situação, diversos artistas ucranianos têm se manifestado nas redes sociais, inclusive nomes conhecidos pelo público global.

Milla Jovovich, atriz lembrada por protagonizar a sequência de filmes Resident Evil, escreveu: "Estou de coração partido e estupefata tentando processar os eventos desta semana na Ucrânia, lugar onde nasci. Meu país e meu povo sendo bombardeados. Amigos e família se escondendo. Meu sangue e minhas raízes vêm tanto da Ucrânia quanto da Rússia".

"Eu lembro da guerra na terra natal de meu pai, a antiga Iugoslávia, e as histórias que minha família conta sobre o trauma e o terror que experienciaram. Sempre a guerra. Os líderes não conseguem trazer paz. O eterno rolo compressor do imperialismo. E, como sempre, as pessoas pagam derramando sangue e lágrimas", concluiu.

A maestro Oksana Lyniv participou de um protesto na cidade de Bologna, na Itália, e fez uma série de demandas pedindo ajuda à Ucrânia em seu Instagram. Ela também regeu a orquestra no auditório Manzoni: "Nós vamos falar tão alto que o mundo inteiro vai nos ouvir! Deixe a música e a arte pedirem pela paz! Barber, Copland e Dvorak hoje, dedicados à luta na Ucrânia. Rezem por nós".

Olga Kurylenko, de Viúva Negra, 007 - Quantum of Solace e Hitman, publicou um story com um link para a Unicef dos Estados Unidos pedindo doações e a hashtag #HelpUkraine.

Já a atriz Vera Farmiga, de Invocação do Mal, Annabelle e Gavião Arqueiro, nasceu nos Estados Unidos, mas tem estreita ligação com a comunidade ucraniana por conta de seus pais, imigrantes da região. Ela publicou um texto escrito na língua ucraniana e também um link com formas para as pessoas auxiliarem financeiramente a Ucrânia no conflito.

Confira as postagens abaixo:

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Mais de mil escritores condenam invasão russa à Ucrânia

Carta aberta publicada neste domingo, 27, conta com assinatura de nomes importantes da literatura Margaret Atwood e os ganhadores do Prêmio Nobel Orhan Pamuk e Svetlana Alexievich

Redação, AFP

28 de fevereiro de 2022 | 12h33

Mais de mil escritores - entre eles o britânico Salman Rushdie, a canadense Margaret Atwood e os ganhadores do Prêmio Nobel Orhan Pamuk e Svetlana Alexievich - manifestaram sua solidariedade para com a Ucrânia e pediram o fim da invasão russa.

Em uma carta aberta publicada no domingo, 27, pela associação mundial de escritores PEN International, os autores disseram estar "consternados com a violência deflagrada pelas forças russas na Ucrânia" e lançaram um apelo "urgente pelo fim do derramamento de sangue". 

"Estamos unidos na condenação de uma guerra sem sentido, causada pela recusa do presidente (russo) Vladimir Putin em aceitar o direito do povo ucraniano de debater sua futura orientação e sua história, sem a ingerência de Moscou", afirmam os autores da carta, também publicada em russo e ucraniano.

Na mensagem, à qual aderiu a jornalista Maria Ressa, também ganhadora do Nobel da Paz, seus signatários destacam que estão unidos para "apoiar escritores, jornalistas, artistas e todo povo ucraniano, que está vivendo horas sombrias".   

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Benedict Cumberbatch ganha estrela na Calçada da Fama e pede fim de ataques à Ucrânia

Em seu discurso, ator britânico agradeceu a homenagem, falou sobre mudanças climáticas, a dor das perdas na pandemia e citou invasão à Ucrânia

AFP, Redação

01 de março de 2022 | 10h35

O ator britânico Benedict Cumberbatch ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood nesta segunda-feira, 28, semanas antes da cerimônia do Oscar, na qual ele saberá se irá receber sua primeira estatueta dourada.

Durante a cerimônia, o protagonista de Ataque dos Cães recebeu elogios do chefe dos estúdios Marvel, Kevin Feige, e do cineasta JJ Abrams.

"É uma honra extraordinária", disse Cumberbatch, 46, que estrela o próximo filme da Marvel, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Em seu discurso, ele falou sobre as mudanças climáticas, a dor que a pandemia causou às pessoas, e citou a à invasão à Ucrânia, pedindo ações para interromper o ataque.

Cumberbatch foi indicado ao Oscar de melhor ator por seu personagem Phil Burbank no faroeste Ataque dos Cães, dirigido por Jane Campion.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.