HBO exibe <i>Oliver Twist</i>, de Roman Polanski

Roman Polanski, em passagem pelo Brasil em 2006, quando exibiu seu Oliver Twist (23h45 na HBO) no Festival de Cinema de Manaus, contou ao Estado que resolveu filmar a clássica história de Charles Dickens para que seus filhos (Elvis, de 8 anos, e Morgana, de 14) pudessem assisti-la no cinema. O diretor de obras-primas do suspense como O Bebê de Rosemary e Repulsa ao Sexo deixou de lado o universo sórdido que o consagrou para contar uma fábula humanista. Mas engana-se quem pensa que não há nada de podre no reino da Inglaterra do século 19, que acolhe em seus braços duros e sujos o órfão Oliver. Ele vive num triste e austero orfanato até que é entregue ao dono de uma funerária. Após lutar com um funcionário, foge para Londres e se junta a um bando de ladrões que circula pelo submundo de uma cidade hipócrita, em que uma elite ausente fecha os olhos diante de seus e excluídos. Qualquer semelhança com os tempos atuais, infelizmente, não é mera coincidência. E é isso que fazem dos clássicos obras eternas. Ainda que um Polanski menor, Oliver Twist agrega textura a tantas outras histórias desse garoto que foram parar nas telas, como a célebre adaptação de David Lean (de Lawrence da Arábia), de 1948.

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