Steven Hirsch/ EFE
Steven Hirsch/ EFE

Harvey Weinstein se declara inocente de acusações de estupro e abuso sexual

Produtor chegou ao tribunal do distrito de Manhattan acompanhado do seu advogado, Benjamin Brafman

EFE

05 Junho 2018 | 15h02

O produtor de Hollywood Harvey Weinstein chegou nesta terça-feira a um tribunal em Nova York, nos Estados Unidos, para conhecer as acusações levantadas contra ele, entre elas uma de estupro, que foram anunciadas em 30 de maio, e se declarou inocente das mesmas.

Weinstein chegou ao tribunal do distrito de Manhattan acompanhado do seu advogado, Benjamin Brafman. O produtor passou pelos jornalistas que o esperavam na porta sem fazer declarações e entrou imediatamente no edifício.

Como Brafman já tinha anunciado previamente, Weinstein se declarou inocente das acusações de estupro e abusos sexuais levantadas contra ele em Nova York pela acusação na última quarta-feira.

Weinstein se entregou à polícia em 25 de maio, mas ficou em liberdade mediante pagamento de fiança, à espera de conhecer as acusações formais contra si.

A causa está sendo conduzida pelo promotor do distrito de Manhattan, Cyrus Vance, mas Weinstein também está sendo investigado em Los Angeles e Londres (Reino Unido), e existe a possibilidade de que ele também seja processado pela Justiça Federal dos EUA.

A audiência judicial durou cerca de meia hora e envolveu a leitura formal das acusações e das condições às quais o réu terá que se submeter.

Em declarações aos jornalistas após a audiência, Brafman confirmou que Weinstein tinha se declarado inocente e disse que o produtor se defenderá "vigorosamente" das acusações.

"Não vou discutir sobre as evidências", afirmou o advogado, que agradeceu ao tribunal por ter lhe concedido o tempo necessário para responder à lista de acusações.

Em suas declarações, Brafman reiterou que Weinstein sempre alegou que as relações sexuais que manteve com as mulheres que o denunciaram foram consensuais.

"O estupro é um crime terrível (...). Ele foi acusado falsamente de estupro", insistiu o advogado.

Desde outubro do ano passado, quando começaram a vir à tona as primeiras denúncias contra o produtor, dezenas de mulheres o acusaram de diferentes abusos sexuais e, em pelo menos dois casos, de estupro.

Na quarta-feira passada, a acusação decidiu processá-lo por estupro em primeiro e terceiro graus, e por atos criminosos sexuais em primeiro grau.

Um dos casos mencionados pela promotoria de Manhattan envolve uma mulher que garante ter sido obrigada a praticar sexo oral em Weinstein em 2004.

A acusação de estupro incluída no processo foi de um caso supostamente cometido em 2013, mas a identidade da vítima não foi divulgada.

Weinstein também foi acusado de estupro pela atriz Paz de la Huerta, em 2010, mas esse caso não foi incluído no documento de acusação anunciado em 30 de maio.

 

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