Domínio público
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Há cem anos, Charles Chaplin e outros artistas criavam os estúdios United Artists

Empresa era formada também por Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D.W. Griffith

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2019 | 16h23

A United Artists foi fundada dia 5 de fevereiro de 1919 por Charles Chaplin, Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D.W. Griffith. Dois atores dos mais famosos de sua época e dois diretores que marcaram a história do cinema tinham a ideia de fazer frente às outras corporações de Hollywood. Seria uma companhia "de artistas", como seu nome sugere. Produziu e distribuiu grandes filmes e também marcou a história de Hollywood. Veja a amostra abaixo. Foi vendida em 1952 e, depois, incorporada a uma das poderosas que pretendia enfrentar, a MGM, em 1986. 

1920 - A Marca do Zorro, de Fred Niblo e Theodore Rigo, com Douglas Fairbanks no papel de Don Diego de la Vega, o Zorro. Um dos filmes emblemáticos do gênero aventura do período silencioso. 

1924 - O Ladrão de Bagdá, de Michael Powell, sobre o mundo misterioso do Oriente, baseado nos contos das Mil e uma Noites. 

1932 - Scarface, de Howard Hawks, considerado o pioneiro de um gênero, o filme de gângster. Paul Muni faz o mafioso Tony Camonte, apelidado de Scarface. Dizem que o filme era um dos favoritos do próprio Al Capone. Atual até hoje. 

1936 - Tempos Modernos, de Charles Chaplin. Simplesmente um dos maiores filmes de todos os tempos, mostra a alienação do trabalhador diante da indústria mecanizada. Chaplin produz cenas de antologia, como a do operário que fica preso entre as engrenagens da sua máquina. Ou o almoço "mecanizado" para poupar tempo e aumentar a produção. Crítica feroz ao capitalismo. 

1940 - O Grande Ditador, de Charles Chaplin, outra obra-prima do diretor, desta vez satirizando os senhores da guerra, Hitler e Mussolini. Antológica é a cena de Hinkel (Hitler) brincando com um globo terrestre, que ele sonha dominar. 

1957 - Glória Feita de Sangue, de Stanley Kubrick, um dos grandes filmes antibelicistas da história do cinema. Um general francês ordena um ataque suicida que termina em tragédia. Para safar-se de sua responsabilidade, elege alguns soldados como bodes expiatórios e a corte marcial os condena à morte. 

1959 - Quanto mais Quente Melhor, de Billy Wilder, é considerada a melhor comédia já feita. Dois músicos testemunham por acidente um massacre executado por gângsteres. Para escapar, os músicos (Tony Curtis e Jack Lemmon) se vestem de mulher. Marilyn Monroe aparece sensual e engraçada como nunca. E a frase final - "Ninguém é perfeito!" entrou para a antologia cinematográfica. 

1969 - Midnight Cowboy, de John Schlesinger, com John Voight e Dustin Hoffman, um filme marcante sobre os desvalidos do Sonho Americano. 

 

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