Ulises Ruiz/AFP
Ulises Ruiz/AFP

Guillermo del Toro exibe os monstros de seus filmes em Guadalajara

Mostra 'Em Casa com Meus Monstros' reúne 951 peças dos filmes do diretor, como 'A Forma da Água', que rendeu dois Oscars para Del Toro, 'Hellboy' e 'O Labirinto do Fauno'

Redação, AFP

30 de maio de 2019 | 22h22

Monstros, peças de vestuário, seus livros e quadrinhos favoritos, além de rascunhos de roteiro. O consagrado diretor mexicano Guillermo del Toro exibe em Guadalajara, sua cidade natal, 951 peças do mundo fantástico que idealizou desde sua infância e que inspiraram seus filmes.

Em Casa com Meus Monstros é o nome da mostra apresentada na quarta-feira, 29, por Del Toro no Museu da Universidade de Guadalajara, última etapa da exposição, que passou por Los Angeles, Minneapolis e Toronto.

"É a última vez que se expõe a obra em algum lugar do mundo", disse o diretor de A Forma da Água, que lhe rendeu o Oscar de melhor filme e melhor direção em 2017.

A exposição se divide em oito salas: Infância e inocente; Quarto de chuva; Victoriana, Magia e ocultismo; Frankenstein; Os outros/ Nós/ Os monstros; e Além da morte.

Del Toro começou a rodar curta-metragens ainda adolescente em Guadalajara. O diretor, hoje celebrado em Hollywood, filmou na ocasião, usando uma câmera modesta, Pesadilla, sobre um monstro gelatinoso, e Matilda, uma mulher devorada por uma fenda na parede. Segundo ele, o objetivo da mostra é inspirar os jovens.

"Era meu interesse apresentar isso como uma opção dirigida da minha parte aos jovens criadores do México. Não é uma museografia que pretenda consagrar, exaltar", acrescentou.

O monólito de pedra do filme O Labirinto do Fauno dá as boas-vindas aos visitantes da mostra, na qual também podem ver de perto uma réplica do personagem principal do filme, além de se aproximar do processo criativo de outras de suas criações, como Hellboy ou A Forma da Água.

A visita ao museu é animada por telas que exibem cenas dos filmes do diretor mexicano que, uma vez concluída essa exposição, em outubro, doará as 951 peças para quatro museus que ainda não identificou.

"O que estou promovendo é que sejam exibidas permanentemente, que não fiquem guardadas em um armazém, que fiquem vivas, expostas ao público", acrescentou o diretor que selecionou as peças da coleção entre as cerca de 3.000 que reuniu.

Del Toro deixou o México em 1998 depois que seu pai, que montou um bem-sucedido negócio após ganhar na loteria, foi sequestrado em Guadalajara.

O diretor americano James Cameron ajudou Del Toro a reunir um milhão de dólares, que entregou pessoalmente e em dinheiro aos sequestradores.

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