Guilherme Fontes quer acordo para terminar "Chatô"

O ator Guilherme Fontes aceita co-gestão para terminar Chatô, seu primeiro filme como diretor e produtor, desde que haja intermediação do Ministério da Cultura (Minc) e que ele permaneça no projeto. A informação foi dada hoje, por telefone, à reportagem, pelo advogado de Fontes, Eliezer Kaczelnik. O filme tinha orçamento de R$ 7,5 milhões, que foram suficientes para realizar 80% do projeto. O advogado do ator garante que é preciso mais R$ 1,5 milhão para o restante. "Mas captados pela Lei do Áudiovisual porque os investidores têm receio de aplicar numa produção sem o aval do governo", ressaltou o advogado. O projeto Chatô prevê um longa-metragem e oito documentários para televisão, dos quais só dois foram concluídos e exibidos.Fontes, que alugou dois estúdios no Pólo Rio de Cinema e Vídeo, foi despejado esta semana por não pagar os aluguéis desde maio de 1999, quando as filmagens foram interrompidas. Este ano, Fontes voltou a atuar e protagonizou a novela Estrela Guia, da Rede Globo, como par româncito da cantora Sandy. Chatô foi parar no Tribunal de Contas da União (TCU) que apura irregularidades da produção e seus responsáveis. "É inaceitável não terminar um filme em que já se gastaram R$ 7,5 milhões", lamenta Kaczelnick. "Guilherme Fontes só não aceita abandonar o projeto porque aí ele estaria derrotado."

Agencia Estado,

08 de agosto de 2001 | 18h17

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.