Guilherme Fontes diz que não vai devolver dinheiro

O ator e diretor Guilherme Fontes afirmou ontem que não vai devolver o dinheiro gasto no filme Chatô - O Rei do Brasil, como determinou o Ministério da Cultura. Ele negou irregularidades nas contas do projeto e disse que o filme só poderá ser concluído quando o cargo de secretário do Audiovisual não for mais ocupado por José Álvaro Moisés. "Estou sendo vítima de grave perseguição", disse. "O secretário quer mostrar serviço; por isso transformou meu filme em bode expiatório." O cineasta afirmou que só terá condições de concluir o filme quando tiver autorização para captar US$ 2 milhões. "Se esse secretário sair e eu puder captar os recursos, termino o filme em 16 semanas." Desde dezembro, o cineasta está proibido pela secretaria de captar recursos. O projeto Chatô, lançado em 1995, previa um filme, oito documentários, um seriado, cinco capítulos de making of e uma trilha sonora, com orçamento de 14,2 milhões de Ufirs. A secretaria apontou transferência irregular de recursos do Chatô para o projeto 500 anos de História do Brasil, também de Fontes, no valor de R$ 926 mil. Fontes disse que esse dinheiro fazia parte de sua contrapartida (que teria chegado a R$ 3 milhões) e não do dinheiro captado pela Lei Rouanet e pela Lei do Audiovisual (R$ 8,5 milhões). "O dinheiro é meu, faço com ele o que quiser." A secretaria aponta também utilização de documentos fiscais inidôneos, remessas irregulares de recursos para o exterior, gastos não justificados, discrepâncias entre valores orçados e gastos efetivos, pagamentos irregulares a empresas não habilitadas.

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