Guerra, Zelito e Gerbase anunciam planos para 2001

Alguns diretores presentes na 4ª Mostra de Cinema de Tiradentes aproveitaram a ocasião para anunciar seus novos projetos para 2001. Zelito Viana, depois de Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão, prepara um filme baseado em De Nonô a JK, livro de José Louzeiro que aborda a vida do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Ruy Guerra volta a filmar fora do Brasil, desta vez, em Portugal. Em seu novo trabalho, o cineasta irá enfocar a crescente corrupção nos Países da Comunidade Européia. Outro que desnudou seus planos para 2001 foi Carlos Gerbase, diretor de Tolerância. O cineasta reservou o ano para auxiliar Jorge Furtado, roteirista de seu recente trabalho, na produção de Houve uma Vez Dois Verões e O Homem Que Copiava .Com produção de Marcelo França e Ney Sroulevich, De Nonô a JK está em fase de captação de recursos. "A idéia não é fazer um filme político.", explica Zelito Viana. "Será um filme que conta a história de um garoto pobre de Diamantina que termina presidente da república. Talvez seja até mesmo um pouco infantil", relata. Ruy Guerra desistiu, por não ter conseguido captar recursos, de adaptar para a tela o romance Quase Memória, de Carlos Heytor Cony. O cineasta anunciou o novo projeto tão logo "se livrou" de Estorvo. No entanto, incansável, começa a trabalhar seu novo filme em Portugal, provavelmente a partir de maio.Cursando mestrado, Gerbase tem como projeto para 2002 um filme sobre relacionamentos, que deve ser a extensão de uma das partes de sua tese. "Quero fazer um filme mais barato que Tolerância , que ficou na faixa de R$ 2 milhões", revela.

Agencia Estado,

26 de janeiro de 2001 | 19h35

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