Guerra ganha as telas de Cannes

A França apresentou hoje o primeiro de seus cinco candidatos à Palma de Ouro, Les Égarés, de André Techiné. E o Irã mostrou seu único representante, Panj é Asr, de Samira Makhmalbaf. Em comum, levaram ambas as produções à tela do Festival de Cannes o absurdo da guerra e seus efeitos no cotidiano das pessoas.Techiné foca a 2.ª Guerra Mundial. Conta, de maneira um tanto prolixa, a história de uma família que se refugia em uma casa abandonada para escapar ao conflito. Estrelado por Emmanuelle Béart, Les Égarés pode dar ao diretor um prêmio que ele já disputou - e perdeu - outras oito vezes.O concorrente iraniano atenta para um conflito muito mais recente, e ainda longe de solução. Samira, de apenas 23 anos, retrata em Panj é Asr o Afeganistão pós-Taleban. A diretora rediscute aqui um tema especialmente caro a seu pai, Mohsen Makhmalbaf, diretor de Caminho para Kandahar. Embora jovem, a cineasta é também, a seu modo, uma veterana em Cannes. Teve toda sua obra exibida no prestigioso festival francês, desde sua estréia, em 1998.O título de seu novo filme ("Às Cinco da Tarde") remete a um verso do espanho Federico García Lorca. A produção conta a história de uma menina afegã em meio a miséria e o caos social que tomou conta do país.

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