'Guardiões da Galáxia' é o melhor filme de super-heróis do ano

Longa, que estreia em mais de 800 salas do Brasil nesta quinta-feira, 31, é pura diversão

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2014 | 17h06

James Gunn, Chris Pratt. São nomes para iniciados. O primeiro é homem de sete instrumentos - ator, diretor, músico, cartunista, roteirista. O segundo é ator, da série The OC, por exemplo. Você vai decorar rapidinho os nomes dos dois. Na quinta-feira, 31, cerca de 800 salas de todo o Brasil começam a exibir Guardiões da Galáxia. É o melhor filme de super-heróis do ano, talvez seja o melhor de todos os filmes de super-heróis. E a grande vantagem. Não se leva a sério. É pura diversão.

Os próprios Guardiões não são tão conhecidos como outros heróis da Marvel. Surgiram nas HQs em 1969, uma segunda formação apareceu em 2008. É a que está no filme. Um aventureiro intergaláctico, Peter Quill, rouba uma esfera que está sendo buscada pelo poderoso vilão Ronan, que envia contra ele a perigosa Zamora, Zoe Saldana. Simultaneamente, dois mercenários, um guaxinim (ora chamado de texugo e até de hamster) e um homem-árvore, sequestram Quill, que se faz chamar de Starlord, atrás de recompensa. Esses dois são interpretados pop Bradley Cooper e Vin Diesel. E ainda o destruidor Drax, que quer matar Ronan para vingar-se da destruição de sua família.

É um filme que tem tudo. Ação, efeitos, romance, amizade, sacrifício. O bando de losers, perdedores, descobre uma força que não sabem possuir individualmente. E, na união do grupo, vão aprender a superar seus problemas e limitações individuais. Um filme que tem entre seus heróis um roedor e uma árvore humanóide? Acredite, se você não se prender às aparências, vai se identificar, se emocionar, vibrar. Naturalmente que o cinema não é só aventura, mas por que se furtar ao encanto de uma aventura que comporta tudo? O filme tem até o Rosebud do herói, que ele só descobre no final. Quill é movido a música pop dos anos 1970. Entre uma mão estendida no começo e outra no final, entre a que ele recusa, por medo, e a que aceita, por amor, o filme e o herói realizam trajetórias completas.

Quer dizer, (in)completas. No final, os créditos anunciam que a aventura vai continuar. Deve ser por isso que o diretor Gunn baixou uma norma. Nas sessões de pré-estreia e para a imprensa, como a realizada na manhã desta terça-feira, 29, falta uma cena - no fim dos créditos. Deve ter a ver, quem sabe?, com a sequência, mas isso só saberemos todos a partir de quinta. Só para sua informação - Chris Pratt já foi confirmado pelo produtor e diretor Ron Howard na nova versão de Jurassic Park, para 2016.

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