Grupo de cineastas reacende polêmica

Uma declaração pública está sendo divulgada nesta tarde com cerca de 50 assinaturas de produtores e realizadores de cinema contrários à posição do grupo de artistas que se reuniu anteontem, no Rio de Janeiro, com os ministros da Cultura, Gilberto Gil, e da Secretaria de Comunicação de Governo (Secom), Luiz Gushiken. Assinam o manifesto cineastas como Fernando Meirelles, diretor de Cidade de Deus, Laís Bodanzky, de Bicho de Sete Cabeças, e Nelson Pereira dos Santos, de Vidas Secas. O debate sobre as novas diretrizes propostas para a concessão de incentivos fiscais federais mobilizou membros da classe artística como os cineastas Cacá Diegues e Luiz Carlos Barreto, a atriz Marieta Severo e Letícia Sabatella, entre outros, a participar de reunião solicitada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Declaração Pública Nós, produtores e realizadores de cinema abaixo assinados, esclarecemos à opinião pública, aos órgãos do governo e à imprensa que o grupo de cineastas que se reuniu no Rio de Janeiro no dia 06 de maio com os Ministros Gilberto Gil e Luiz Gushiken não fala em nome da totalidade dos cineastas brasileiros, ao contrário do que se veiculou na mídia. Aproveitamos para ressaltar alguns pontos fundamentais: a) sobre a contrapartida social: Somos a favor de que a distribuição de incentivos fiscais para a cultura esteja afinada com uma distribuição mais justa de bens culturais em nosso país. Acreditamos que a construção dessa política possa ser traçada rapidamente, entre os produtores e os órgãos de governo, em regime de colaboração e não de forma unilateral. b) sobre a concessão de recursos públicos que vem sendo praticada nos últimos anos: Solicitamos um acesso mais democrático, descentralizado e totalmente transparente aos patrocínios culturais das empresas estatais, acabando com o privilégio de pequenos grupos que têm recebido de forma concentrada os recursos concedidos nos últimos anos. c) representatividade e diálogo: Solicitamos que o diálogo entre o Ministério da Cultura, a SECOM, as empresas estatais e os cineastas aconteça através das entidades e associações de classe de todo Brasil e não de forma personalista. 08 de Maio de 2003. Ana Azevedo (RS) André Klotzel (SP) André Luís Oliveira (DF) Beto Brant (SP) Betse de Paula (DF) Carlos Gerbase (RS) Cláudio Assis (PE) Eduardo Coutinho (RJ) Eduardo Escorel (RJ) Esdras Rubim (RS) Euclides Moreira (MA) Fernando Meirelles (SP) Frances Vale (CE) Geraldo Moraes (DF) Giba Assis Brasil (RS) Helvécio Ratton (MG) Joel Zito Araújo (BA) Jorge Furtado (RS) Laís Bodanzky (SP) Lili Caffé (SP) Lírio Ferreira (PE) Lucas Amberg (PR) Lucélia Santos (RJ) Luiz Bolognesi (SP) Luis Fernando Carvalho (RJ) Mallu Moraes (DF) Manfredo Caldas (DF) Marcelo Mazagão (SP) Marcos Moura (CE) Marcelo Laffitte (RJ) Márcio Curi (DF) Margarita Hernandez (CE) Nando Olival (SP) Nelson Pereira dos Santos (RJ) Patrick Leblanc (SP) Paulo Betti (RJ) Paulo Boccato (ABD-SP) Paulo Caldas (PE) Paulo Halm (RJ) Paulo Morelli (SP) Paulo Sacramento (SP) Renato Barbieri (DF) Ronaldo Duque (DF) Rosemberg Cariri (CE) Sara Silveira (SP) Tibico Brasil (CE) Vladimir Carvalho (DF) Wolney de Oliveira (CE) Zita Carvalhosa (SP)

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