Greve dos Correios dificulta seleção de filme do Oscar

A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura está sendo obrigada a driblar os atrasos causados pela greve dos Correios para que todos os críticos que escolhem, quinta-feira, em Brasília, o representante do Brasil a uma vaga na disputa de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2006, possam receber em tempo todas as 12 cópias.O eleitorado pequeno facilitou. Votam sete críticos: Andréa França e Jaime Biaggio, do Rio, João C. Sampaio, de Salvador, Maria do Rosário Caetano, Paulo Santos Lima e Rubens Ewald Filho, de São Paulo, e Sérgio Moriconi, de Brasília. Alguns, como Sampaio e Maria do Rosário já haviam recebido todas as fitas até ontem. Outros, principalmente do Rio, ainda esperam por parte da remessa. O prazo para a inscrição dos filmes concorrentes se encerrou na segunda-feira, dia 12. Na terça,o MinC divulgou os finalistas e iniciou o envio das cópias para os críticos. Mas, na quarta, com a greve, o envio já estava comprometido. O contratempo, no entanto, não parece interferir na escolha. ?Não há confusão da nossa parte. Além do número de votantes ser pequeno, a maioria já viu quase todos os filmes?, disse Orlando Senna, secretário do Audiovisual. Mesmo assim, a secretaria rastreou todas as cópias. ?Os Correios nos informaram que até hoje, no máximo, todas as fitas serão entregues. Mas já estamos com courriers de plantão que podem retirar as cópias nas agências e entregar em mãos?, explicou Senna.Outra saída tem sido a camaradagem. ?Paulo Lima vai me emprestar Concerto Campestre. É o único que não vi ainda?, contou Ewald. ?O boatos de que a votação estaria comprometida não têm razão de ser, a menos que haja uma intenção deliberada de desqualificar o julgamento e a excelente iniciativa do MinC de tirar das mãos dos produtores, distribuidores e interessados diretos a escolha do representante?, disse Sampaio. Senna aponta uma última saída: ?Temos cópias em películas e os críticos podem assistir na própria quinta.?

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