Greve de roteiristas nos EUA ameaça glamour do Globo de Ouro

Cerca de 3 mil grevistas podem impedir a entrada dos convidados no dia da cerimônia

Efe,

07 de dezembro de 2029 | 14h03

A greve dos roteiristas de cinema e televisão nos Estados Unidos, que em breve completará dois meses, ameaça ofuscar o glamour do Globo de Ouro, premiação realizada pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood e que é considerada uma prévia do Oscar.   A cerimônia está prevista para o dia 13 de janeiro e terá sede no hotel Beverly Hilton, em Beverly Hills, no estado americano da Califórnia.   No entanto, estes planos podem ir por água abaixo se cerca de três mil funcionários do ramo impedirem a entrada no hotel no dia a da premiação, como anunciou Jeff Hermanson, coordenador da greve do Writers Guild of America, o sindicato americano dos roteiristas.   Muitos dos convidados já disseram que não irão à cerimônia caso os grevistas estejam lá, o que pode arruinar o Globo de Ouro e as festas de entre US$ 300 mil e US$ 400 mil que a cada ano rodeiam este desfile de famosos e seus cônjuges ou acompanhantes da vez, sempre cercados por um enxame de câmeras.   Bill Butchkavitz, que planeja a festa do canal HBO, disse à revista Variety que "o maior problema são os compromissos com os fornecedores".   "Desde o carpinteiro que monta o cenário às pessoas que alugam o equipamento de projeção de imagens nas paredes. Tenho que assinar contratos com todos eles", disse.   As negociações entre os sindicatos de roteiristas e a Alliance of Motion Picture and Television Producers, entidade que representa estúdios e produtoras de cinema e televisão, estão praticamente estagnadas.   Os trabalhadores reivindicam pagamentos referentes à venda de séries em DVDs e downloads.   "Se a cerimônia do Globo de Ouro for transmitida pela televisão, serão feitos protestos em frente ao hotel", disse Hermanson.   A possibilidade de que a caminhada sobre tapetes vermelhos transcorra entre gritos, palavras de ordem, cartazes e grevistas furiosos não parece muito atrativa para atores e atrizes ricos e famosos.   Segundo o jornal The New York Times, "as celebridades deram um sinal que os executivos de publicidade de Hollywood consideram quase unânime: se houver manifestações dos grevistas, as estrelas não irão".   Até o momento, a rede de televisão americana NBC continua com seus planos de transmitir a cerimônia, mas fontes próximas à Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood indicam que o grupo salvaria parte do glamour da festa ao optar por um evento privado ou transmitido apenas pela internet.   A última vez em que o Globo de Ouro, que chega a sua 65ª edição, não foi transmitido pela televisão foi no ano de 1979.   Quando a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood anunciou em abril passado que a cerimônia seria realizada às 17h locais (23h de Brasília), a explicação foi exatamente de que se buscava uma maior cobertura midiática no resto do mundo.   Segundo o New York Times, Jorge Cámara, presidente da associação, garantiu que a cerimônia vai acontecer com toda sua característica pompa.   No ano passado, a organização recebeu quase US$ 6 milhões pela cerimônia.   O Globo de Ouro ganhou bastante importância com o tempo, mas ainda está à sombra de seu grande rival, o Oscar, tanto por causa de seu peso na indústria quanto pelo número de espectadores.   Mas a localização no calendário faz com que esta premiação sirva de ante-sala para a festa da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que divulgará os nomes dos indicados para a 80ª edição do Oscar em 22 de janeiro e entregará seus prêmios em 24 de fevereiro.

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