Abdeljalil Bounhar/AP - 14/11/2008
Abdeljalil Bounhar/AP - 14/11/2008

Governo suíço nega apelação pela liberdade de Polanski

Ministério da Justiça diz que há grande risco de o cineasta fugir; segundo recurso ainda será julgado

Agência Estado e Associated Press,

06 de outubro de 2009 | 10h21

O Ministério da Justiça da Suíça negou, nesta terça-feira, 6, uma apelação pela liberdade do diretor Roman Polanski. O cineasta está detido no país europeu desde 26 de setembro a pedido dos Estados Unidos, acusado por um suposto abuso sexual cometido em 1977.

 

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Um porta-voz do ministério disse que, na opinião do governo suíço, há um grande risco de o diretor fugir, caso seja libertado. A apelação é uma ação separada do processo apresentado pela defesa de Polanski na semana passada, também pedindo sua libertação.

 

Hoje com 76 anos, Polanski é acusado por cometer "relações sexuais ilícitas" com uma menina de 13 anos nos anos 1970. Os EUA querem que ele seja extraditado para responder ao processo.

 

A suposta vítima do abuso, Samanta Geimer, de 45 anos, pediu em janeiro que as acusações contra o diretor sejam retiradas. Polanski foi detido ao chegar a Zurique, onde receberia um prêmio de um festival de cinema.

 

Esperança

 

Georges Kiejman, o advogado de Polanski, afirmou que "ainda há uma esperança" de que o cineasta seja libertado. Existe a possibilidade de que o tribunal federal de Bellizone, onde Polanski está detido, aceite concedê-lo uma liberdade vigiada, conforme explicou o encarregado da defesa do diretor ao canal de televisão France 24.

 

"Não foi a justiça suíça que aceitou o pedido (de extradição)", ressaltou o advogado, que entende que se trata de uma "decisão de estado, que podemos qualificar de administrativa ou política". No caso da decisão do tribunal - que pode aceitar a libertação de Polanski - ser desfavorável, o advogado recorrerá da sentença.

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