Governo do Egito proíbe livro e filme O Código Da Vinci

O ministro da Cultura do Egito, Farouk Hosni, anunciou que O Código Da Vinci será retirado das livrarias do país e que o filme baseado no romance será proibido no Egito. O governo chinês também retirou o filme das salas de cinema 19 dias após sua estréia na China.A decisão do ministro egípcio foi tomada após um grupo de parlamentares muçulmanos e cristãos apresentar uma proposta para que o livro de Dan Brown fosse retirado das lojas, informa hoje a imprensa local.No debate parlamentar, o presidente da Assembléia Nacional, Ahmed Fathi Surur, advertiu para os riscos da "cultura do conflito" entre os povos. "Esses conflitos serão mais perigosos que as armas nucleares", disse o presidente da Câmara, segundo a imprensa local. O Código Da Vinci, filme dirigido por Ron Howard e protagonizado por Tom Hanks e Audrey Tautou, é baseado no best-seller homônimo do norte-americano Dan Brown e teve sua estréia mundial em 19 de maio, dois dias depois de abrir o 59.º Festival de Cinema de Cannes, na França.Proibição na ChinaNa China, a distribuidora estatal China Film, confirmou à EFE que um comunicado foi enviado às 400 salas que exibiam O código Da Vinci, para que o filme fosse retirado de cartaz em 9 de junho, uma sexta-feira. O cancelamento se deve "à comemoração do 85.º aniversário da criação do Partido Comunista da China" (no dia 1 de julho). Os cinemas devem dar preferência "aos filmes nacionais", dizia o comunicado.Na ocasião, uma funcionária da China Film, a única estatal autorizada a importar os 20 filmes estrangeiros que Pequim aprova a cada ano, informou à EFE que "O cancelamento só vale para O Código Da Vinci, não para outros filmes estrangeiros", sem explicar por que a proibição não afetará a estréia, de A Era do Gelo 2, na mesma sexta-feira em que a adaptação cinematográfica da obra de Dan Brown teve de ser retirada dos cinemas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.