Belas Artes à la Carte
Belas Artes à la Carte

Godard, Jodorowsky e coreanos são destaques nas estreias em streaming

Semana tem bons filmes para os cinéfilos de plantão não quererem sair de casa

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2020 | 03h00

O Petra Belas Artes antecipou-se a qualquer recuo das autoridades e estará fechado em dezembro para sessões presenciais. Em compensação, a plataforma continuará ativíssima e já está em cartaz uma mostra de cinema sul-coreano pródiga em obras de qualidade. A MUBI resgata o cinema do mago Alejandro Jodorovsky e começa com Fando y Lis. Entre as atrações da semana, no streaming, tem até um Rohmer produzido por Godard. Chique, não?

Fando y Lis

O primeiro de três filmes de Alejandro Jodorovsky que estarão chegando às plataformas neste mês. Em seguida, virão El Topo e The Holy Mountain. O amor impossível do garoto impotente e da garota tetraplégica. Juntos, numa jornada on the road por desertos e cidades em escombros, buscam o prazer espiritual no mundo de Tar. Quadrinista, mágico, místico, faz filmes estranhos e fascinantes, que vale conhecer. Esse, de 1968, é dos mais cultuados. Na MUBI.

 

Coreanos

O sucesso de Bong Joon-ho no Oscar, com Parasita, deu extraordinária projeção ao cinema sul-coreano em todo o mundo. Vale (re)ver os filmes de Kim Ki-duk e Hong Sangsoo que integram a 9.ª Mostra Online de Cinema Coreano – Crocodilo, Sonho, Primavera Verão Outono Inverno e Primavera, do primeiro, Ha-ha-ha e O Dia Depois, do segundo. Mas a obra-prima de toda essa programação é Em Chamas/Burning, de Lee Chang-dong. A mostra inteira é impecável, e imperdível. No Belas Artes a La Carte, de 4 a 13.

 

Sympathy for the Devil

Enquanto Mick Jagger e os demais Rolling Stones performam a canção-título no estúdio, Jean-Luc Godard, o grande revolucionário da linguagem e da política nos anos 1960 – e o ano é justamente 68 –, reflete sobre o estado do mundo. Mais de 50 anos depois, o filme não perdeu a atualidade nem a importância. Segue inovador, e crítico do consumismo. No Belas Artes a la Carte, a partir de 10.

A Sonata a Kreutzer

Um média-metragem – 43 min – do tempo da parceria entre Jean-Luc Godard e Eric Rohmer. É de 1956, Godard produz, Rohmer dirige. Livremente baseado na novela de Leon Tolstoi, mostra mulher casada que se envolve com jovem músico. Filmado na redação de Cahiers du Cinéma, tem participações de Godard, Claude Chabrol, François Truffaut – toda a futura nouvelle vague. Três anos depois inverteram-se os papéis. Rohmer produziu e Godard dirigiu o curta – 21 min – Tous les Garçons S’Appellent Patrick. Na MUBI.

É JORNALISTA E CRÍTICO DO ‘ESTADÃO’, AUTOR DE ‘CINEMA. ENTRE A REALIDADE E O ARTIFÍCIO’

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