Globo exibe <i>O Caminho das Nuvens</i>, com Wagner Moura

Wagner Moura ainda não havia feito JK na minissérie de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira quando interpretou o Romão de O Caminho das Nuvens, atração desta quarta do Festival Nacional (22 horas, na Globo). Para o telespectador, que o viu primeiro no papel do presidente empreendedor, vai ser interessante ver agora o ator na pele de Romão, o desempregado que cai na estrada com a mulher e os filhos, em busca do emprego de seus sonhos, que espera encontrar no Rio. A família viaja pedalando em bicicletas para descobrir o Brasil. Walter Salles e Wim Wenders discutiram no recente Festival de Tessalônica, na Grécia, o cinema de estrada, em cuja tradição se inscreve este filme. Vicente Amorim foi assistente em mais de 20 filmes antes de se tornar diretor. Ele próprio diz ter uma dívida com Leon Hirszman, com quem aprendeu tudo o que sabe, mas a estrada de O Caminho das Nuvens deve muito mais à (re)descoberta do País que Cacá Diegues fez em Bye-Bye Brasil. A crítica meio que ignorou O Caminho das Nuvens, como se o filme não tivesse muita importância. Não ligue. Veja-o - e, ah, sim, ouça-o. Roberto Carlos gostou tanto do roteiro que cedeu, de graça, os direitos das oito canções que Vicente utiliza como fundo de sua história.

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