Robyn Beck / AFP
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Globo de Ouro não terá público nem transmissão pela TV

Associação de Imprensa Internacional de Hollywood foi acusada de racismo, sexismo, bullying e corrupção, e a rede de TV NBC decidiu não transmitir a cerimônia

AFP, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2022 | 07h30

A 79ª edição do Globo de Ouro será realizada no próximo domingo sem público e sem mídia, após um boicote por motivos éticos sofrido pelo evento, conhecido como a maior festa de Hollywood.

A Associação de Imprensa Internacional de Hollywood (HFPA), responsável pela votação, justificou as decisões apontando o agravamento da pandemia de covid-19, considerando que a saúde e a segurança são prioridades. Mas a entidade 

foi acusada de racismo, sexismo, bullying e corrupção, e a rede de TV NBC decidiu não transmitir a cerimônia este ano.

Os resultados dos prêmios de cinema e televisão serão anunciados no próximo domingo. A cerimônia de 90 minutos vai ocorrer no hotel Beverly Hilton, e terá momentos dedicados a destacar o lado filantrópico da instituição.

"Nos últimos 25 anos, o HFPA doou US$ 50 milhões para mais de 70 instituições de caridade ligadas ao entretenimento, à restauração de filmes, bolsas de estudo e esforços humanitários", destacou o grupo em comunicado. A organização também confirmou que não haverá público durante a cerimônia, devido à pandemia.

Não foi divulgado também sobre como será possível assistir à cerimônia, tampouco se haverá transmissão ao vivo. 

A credibilidade do Globo de Ouro vem sendo questionada e há incertezas sobre seu futuro. Estúdios e anunciantes poderosos se negaram a participar da edição deste ano, enquanto astros do primeiro escalão se distanciaram da HFPA até que mudanças sejam feitas.

A organização, composta por pouco mais de 100 escritores de entretenimento ligados a publicações estrangeiras, foi rápida em fazer algumas mudanças, incluindo a admissão de seu maior número anual de novos membros no ano passado, em uma tentativa de renovação.

A questão da diversidade nas fileiras da HFPA foi levantada por uma investigação feita pelo jornal Los Angeles Times, a qual revelou no ano passado que a organização não tinha um único membro negro.

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