Glamour contido dará o tom do tapete vermelho do Oscar

Devido à crise econômica mundal, previsão é que estrelas evitem ostentação; premiação ocorre no domingo

Efe,

21 de fevereiro de 2009 | 11h42

A cada edição do Oscar, as maiores estrelas do cinema mundial ostentam seu poder e sua beleza no tradicional tapete vermelho do evento, mas este ano, devido à crise econômica internacional, a previsão é que os artistas convidados para a maior festa do cinema americano optem pela moderação. Segundo Iesa Rodrigues, jornalista e consultora de moda e estilo do Senac-Rio, isso acontecerá porque, nos últimos desfiles internacionais, os estilistas, temendo ou já sentindo os efeitos da recessão global, apresentaram coleções mais discretas e comerciais.   Veja também:  Especial: Os indicados ao Oscar 2009  Especial: 5º Oscar das salas de cinema   "Dificilmente haverá ostentação. Não prevejo nada absurdo ou excessivamente chamativo", declarou a especialista à Agência Efe. Uma das tendências, acrescenta a consultora, é resgatar a era de ouro de Hollywood, o que deverá se refletir em looks inspirados em divas do cinema da década de 40, como Ava Gardner. Outra aposta de Iesa é a sobriedade do preto e a formalidade do longo, que deverão estar em muitos dos vestidos que cruzarem o tapete vermelho do Oscar.   "O preto é sempre garantia de acerto. Mas também estão na moda o verde, os tons de violeta e o bege, este último o máximo da discrição, principalmente pelo fato de a maioria das atrizes serem brancas. Daí, faz-se necessário um bordado ou um dourado (em detalhes) para valorizar" o visual, disse.   Apesar do guarda-roupa contido, a especialista garante que o glamour das estrelas de Hollywood não ficará de fora da premiação. Segundo ela, a discrição dos vestidos de grife será contrabalanceada pelo brilho das jóias, que este ano farão toda a diferença na composição dos looks. "O toque de glamour será dado pelas jóias e pérolas, sempre luxuosas e sempre presentes", afirma Iesa, segundo quem, no quesito acessórios, chamarão mais atenção as celebridades que trocarem o ouro e os diamantes tradicionais pelos brilhantes coloridos e o ouro negro.   "É possível até que vejamos um look 'total-black'", arrisca a jornalista, que também aposta no batom vermelho, nas louras e em penteados retrô. Em relação às atrizes indicadas ao Oscar, a consultora acredita que as que se sairão melhor no tapete vermelho são Angelina Jolie ("A Troca"), por sua figura expressiva e pelo fato de tudo ficar bem nela, e Anne Hathaway ("O Casamento de Rachel"), "que é ligada mais à sofisticação que à ostentação", motivo pelo qual deve comparecer à cerimônia "com um Chanel."   Apostas   Para a especialista, quem também merece atenção, só que pela imprevisibilidade, é Kate Winslet ("O Leitor"), que "por ser do time das britânicas pode acabar apostando na originalidade e surpreender". Quanto às intérpretes de mais idade, como Meryl Streep, que concorre por "Dúvida" e estrelou o sucesso de bilheteria "O Diabo Veste Prada", a tendência é que usem menos decotes, vestidos mais folgados, drapeados para disfarçar as imperfeições ou até um look feminino-masculino, como um smoking, que voltou à moda como uma homenagem ao estilista francês Yves Saint Laurent, morto no ano passado.   Os homens, pelo rigor formal do evento, também chegarão à premiação com esta última peça, que poderá ganhar uma silhueta mais justa no caso dos que estiverem em melhor forma física, como Brad Pitt, indicado como melhor ator por "O Curioso Caso de Benjamin Button". Por conta das temperaturas amenas nesta época do ano nos Estados Unidos, Iesa diz que o que não deveremos ver no Oscar deste ano são transparências e vestidos curtos, "apesar de a moda estar impondo esta tendência, que deve aparecer com faldas aumentando o comprimento da parte posterior das saias."   Mas, de acordo com a consultora, o que certamente estará presente no tapete vermelho, além da "mensagem de otimismo característica de Hollywood, que é a indústria do sonho", serão criações de grifes americanas como Calvin Klein ou de estilistas radicados no país, como Carolina Herrera, em linha com o sentimento ufanista despertado pela eleição de Barack Obama como presidente.

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