Werther Santana/ Estadão
Werther Santana/ Estadão

Gestão estadual e municipal da Cinemateca custará R$ 16 milhões anuais

Esse é o valor estimado pelo secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2021 | 11h31
Atualizado 03 de agosto de 2021 | 16h32

O secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, afirmou nesta terça, 3, que o custo anual de manutenção e divulgação dos equipamentos da Cinemateca Brasileira está estimado em R$ 16 milhões. "Seriam R$ 12 milhões do orçamento do governo estadual e da Prefeitura e outros R$ 4 milhões vindos de outras fontes", disse ele, em entrevista à Rádio Eldorado. "Isso manteria o espaço em boas condições."

Depois que um incêndio no galpão da Vila Leopoldina destruiu, na semana passada, documentos raros, o governo estadual enviou um ofício, avaliado pela Procuradoria-Geral do Estado, para o governo federal. Nele, está a solicitação de cessão da Cinemateca Brasileira para o governo do Estado de São Paulo, para que seja gerida em parceria com a Prefeitura.

Segundo Sá Leitão, uma vez liberada, a gestão seguiria o modelo já usado em São Paulo, por meio de Organizações Sociais, as OS. "Temos cerca de 30 OSs qualificadas para esse tipo de gestão, que vai compreender a recuperação do galpão destruído, o restauro e a administração."

O secretário conta que vem acompanhando a situação dos ex-funcionários da Cinemateca, dispensados no ano passado pela gestão do Secretário Especial de Cultura, Mário Frias. "Já naquela época sugerimos assumir a gestão, mas foi algo informal. Agora, consta em um ofício."

A Cinemateca Brasileira era gerida pela Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto, mas seu contrato não foi renovado no final de 2019. O Ministério do Turismo só assumiu o órgão quase um ano depois, em novembro de 2020. E só lançou o edital para seleção da organização social para gerir a Cinemateca na última sexta-feira, 30, um dia após o incêndio que destruiu documentos históricos em seu galpão na Vila Leopoldina. A crise da Cinemateca repercutiu entre funcionários e cineastas e até no exterior.

Em sua conta no Twitter, Mario Frias assim se manifestou, na tarde desta terça, 3: “A farsa política, chamada João Doria, diz que quer recuperar a Cinemateca. Fazendo como fez com os museus, com verba federal e sem um centavo do dinheiro estadual, deve ser fácil”.

 

 

 

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