George Lucas não tem relação nenhuma com 'Star Wars - O Despertar da Força'

Diretor e produtor disse que assisti-lo seria como ser um pai divorciado que vai ao casamento de um filho crescido

Jill Serjeant, REUTERS

02 de dezembro de 2015 | 20h04

NOVA YORK - George Lucas, criou a série Star Wars, mas não participou do longamente aguardado Star Wars: Episódio VII: O Despertar da Força, que estreia dia 17 no Brasil. Ele disse ter sentimentos ambivalentes sobre o filme. Lucas, que vendeu a franquia à Disney há três anos por US$ 4 bilhões, disse ao jornal Washington Post que não tem nenhuma relação com O Despertar da Força.

Apesar de relatos iniciais de que Lucas atuaria como consultor, o diretor contou que a Disney “não gostou” das estórias que ele delineou para as três novas sequências. “Não existe isso de trabalhar por cima do ombro de alguém”, afirmou. “Ou você é o ditador ou não é. E, fazer isso, nunca funcionaria, por isso eu disse ‘vou me divorciar’. Eu sabia que não poderia me envolver. Tudo que eu faria seria atormentá-los. Eu me atormentaria. Provavelmente estragaria uma visão – J.J. (Abrams, o novo diretor) tem uma visão, e é a dele.”

À época da conversa, cerca de duas semanas atrás, Lucas disse que ainda ia ver o filme.

Lucas afirmou que assisti-lo seria como ser um pai divorciado que vai ao casamento de um filho crescido. “Minha ex vai estar lá, assim como minha nova esposa, mas terei que respirar fundo, ser uma boa pessoa, aguentar a coisa toda e simplesmente curtir o momento, porque as coisas são assim e é uma decisão consciente que tomei.”

O diretor também defendeu sua decisão polêmica de mudar uma cena crucial do filme original de 1977 na qual o piloto Han Solo (interpretado por Ford) atira primeiro no caçador de recompensas Greedo.

Quando a versão digital foi relançada em 1997, era Greedo quem disparava primeiro, criando um dos debates mais acalorados entre os fãs da série.

“Han Solo ia se casar com Leia, então você pensa ‘será que ele devia ser um assassino frio?’”, explicou Lucas, acrescentando que vê Solo como um herói no estilo de John Wayne.

“Quando se é John Wayne, não se atira nas pessoas primeiro, mas espera que elas deem o primeiro tiro. É uma realidade mitológica à qual espero que nossa sociedade preste atenção.”

 

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