Arquivo/AP
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George Clooney se une a ONU e Google para apoiar vigilância no Sudão

Projeto quer ajudar a detectar movimentos para detectar possíveis conflitos na região

EFE

29 de dezembro de 2010 | 14h34

Um grupo criado pelo ator americano George Clooney se uniu a Google, Nações Unidas e outras organizações para vigiar com satélites a volátil região entre o norte e o sul do Sudão.

O grupo de Clooney, "Not On Our Watch", está financiando a fase inicial de um projeto de vigilância com satélites, chamado "Satellite Sentinel Project", cujo objetivo será obter imagens em tempo real para combiná-las com dados obtidos por outras organizações, incluindo uma iniciativa humanitária da Universidade de Harvard, informaram os organizadores.

O projeto, que será lançado oficialmente nesta quarta-feira, ajudará a detectar movimentos de tropas e civis e outros indícios de possíveis conflitos na região. Os satélites comerciais irão vigiar o norte e o sul do Sudão, tirando fotografias de grandes movimentações ou quando de ataques a povoados e outros indícios de violência.

Segundo os organizadores, um programa de Nações Unidas e Google posteriormente publicará os resultados de suas operações de vigilância eletrônica na internet. A ideia é reduzir o risco de violência e violação de direitos humanos, nas vésperas do referendo de 9 de janeiro, que determinará se o Sudão será dividido entre norte e sul.

"Queremos avisar possíveis responsáveis por genocídio e outros crimes de guerra que estamos observando, que o mundo está observando", disse Clooney em comunicado.

O grupo formado por Clooney e outras estrelas de Hollywood, incluindo Brad Pitt e Matt Damon, financiou durante seis meses o projeto de satélite e também reuniu fundos para ajudar os deslocados da devastada região de Darfur, ao oeste do Sudão.

Clooney disse recentemente à revista Time que a ideia de criar o grupo lhe ocorreu há três meses, quando viajou ao Sudão para se reunir com refugiados da última guerra civil do país.

Em 9 de janeiro, os cidadãos do sul, de maioria animista e cristã, terão que decidir se continuarão unidos aos muçulmanos do norte ou se preferem ter um Estado independente, que seria o primeiro criado na África desde a independência da Eritréia, em 1993.

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