Alessandro Bianchi/Reuters
Alessandro Bianchi/Reuters

George Clooney: 'É um momento de grande tensão no meu país, mas vamos superá-lo'

O ator, que está em Veneza para apresentar 'Suburbicon', disse acreditar nos jovens; ele falou em coletiva de imprensa sobre o filme que aborda o racismo nos EUA

Alicia García de Francisco, EFE

02 de setembro de 2017 | 13h19

George Clooney disse na sexta-feira, 2, em Veneza, que os Estados Unidos atravessam seu período de maior ira e tensão e que há sobre o país uma "nuvem negra", mas disse ser "otimista". "Acredito na juventude e que vamos superar este momento".

"As pessoas estão chateadas com elas mesmas, com o rumo do nosso país e do mundo", afirmou o ator em coletiva de imprensa que apresentou Suburbicon, filme que concorre em Veneza e que tem como pano de fundo os enfrentamentos raciais habituais em seu país dos anos 50, quando se passa a história.

Ainda que tenha dito que não quer ser polêmico, e, sim, divertido com essa comédia, ele reconheceu que na verdade sentiram raiva durante as gravações. Grant Heslov, um dos produtores do filme, foi mais claro e recordou que quando começaram a trabalhar neste projeto o presidente americano Donald Trump "começava a falar em construir muros" e que, por isso, "precisavam tomar partido".

Clooney se mostrou, em inúmeras ocasiões, em desacordo com o presidente e mesmo que tenha optado por não falar diretamente sobre ele na coletiva, ele se mostrou crítico quando um jornalista perguntou se ele gostaria que Trump fosse substituído. "Neste momento, eu gostaria que qualquer pessoa fosse o presidente", disse, categoricamente.

Foram, afinal, as declarações de Trump durante a campanha presidencial que o fizeram olhar para trás, para a história de seu país, para se dar conta de que os problemas raciais não haviam desaparecido.

O ator recordou que cresceu nos anos 1960 e 1970, durante o auge dos movimentos pelos direitos civis e quando a segregação ainda era imensa. E ressaltou que o filme "não é sobre Trump, mas sobre como devemos enfrentar nosso problema com o racismo".

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