George Clooney e Tom Hanks dizem 'não' a greve em Hollywood

Charlize Theron e Morgan Freeman também se manifestaram contra a autorização para paralisação dos atores

Steve Gorman, da Reuters,

08 de dezembro de 2016 | 10h13

Mais de 130 astros de Hollywood, inclusive os ganhadores do Oscar George Clooney, Tom Hanks, Charlize Theron, Morgan Freeman e Sally Field, manifestaram-se na segunda-feira, 15, contra a autorização para uma greve do sindicato dos atores dos EUA (Screen Actors Guild, SAG). A posição de nomes do primeiro escalão foi divulgada em carta pela Internet, enquanto em Nova York os sindicalistas se reuniam com membros "comuns" para buscarem apoio à paralisação. A carta sinaliza uma forte divisão entre os 120 mil atores sindicalizados a respeito das táticas empregadas pelo presidente do SAG, Alan Rosenberg, e seus aliados para conseguir melhores contratos dos grandes estúdios, especialmente no que diz respeito ao pagamento pela divulgação de filmes e programas de TV pela internet. Um grupo menor de astros, que inclui Mel Gibson e Martin Sheen, expressou na sexta-feira apoio à greve, enquanto a divisão de Nova York do sindicato se manifestou contrariamente. Após meses de impasse, o sindicato provocou preocupação na semana passada em Hollywood ao anunciar que pretende votar em janeiro um indicativo de greve, na esperança de forçar a volta dos executivos à mesa de negociação. Os votos sobre o indicativo de greve devem ser postados até 2 de janeiro, e apurados no dia 23. Se o "sim" tiver pelo menos 75% dos votos, a direção do SAG fica autorizada a declarar greve. "Sentimos fortemente que os membros do Screen Actors Guild não devem votar pela autorização à greve neste momento", disse a carta de segunda dos astros e estrelas. "Não achamos que uma autorização possa ser vista como mera ferramenta de barganha. Deve ser vista como o que realmente é - um acordo para fazer greve caso as negociações fracassem." Citando a piora das condições econômicas, a carta pede aos sindicalistas que aceitem o contrato proposto pelos estúdios como sendo "um acordo imperfeito", e se prepare, junto com outras categorias de Hollywood, para negociar condições melhores dentro de três anos. O setor ainda se recupera de uma greve de 14 semanas dos roteiristas, que terminou em fevereiro, depois de provocar prejuízos estimados em US$ 3 bilhões e de deixar milhares de técnicos sem trabalho.

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