"Garrincha" conta trajetória do anjo das pernas tortas

O filme Garrincha - Estrela Solitária, que estréia hoje, conta a cinebiografia do anjo das pernas tortas e marca o início das atividades da Band Filmes, braço cinematográfico da rede de rádio e TV, que participa da divulgação do longa. "Nós ´inventamos´ a Band Filmes para poder investir, promover e apoiar filmes nacionais", disse o diretor Cláudio Petraglia. "E vamos atacar em três linhas: longas que chamo de ´filmes de prestígio´, que agregam valor à imagem da Band, mas não precisam necessariamente ser um estrondo de bilheteria; documentários, pois o público brasileiro está se abrindo para esse tipo de cinema; e as comédias populares, filmes para a massa, desde que tenham qualidade." Garrincha - Estrela Solitária, de Milton Alencar Jr., entra em cartaz com 20 cópias em várias capitais e tem como fonte de inspiração o livro Estrela Solitária - Um Brasileiro Chamado Garrincha (Companhia das Letras), que Ruy Castro lançou em 1995. "Busquei não apenas mostrar suas jogadas inesquecíveis, mas também os problemas que marcaram sua vida, desde as infiltrações no joelho e o vício da bebida, assim como os vários amores", conta Alencar. Manuel dos Santos tornou-se Garrincha ainda criança em Pau Grande (RJ), cidade onde nasceu, por se assemelhar a um pequeno pássaro do mesmo nome. E as pernas tortas, que eram motivo de riso no início da carreira, em vez de prejudicar, tornaram-se criadoras de jogadas geniais, que o consagraram no Botafogo carioca e principalmente nas copas da Suécia (1958) e Chile (62), justamente as duas primeiras vencidas pela seleção brasileira. André Gonçalves vive Garrincha na tela, enquanto Taís Araújo interpreta a cantora Elza Soares, uma das paixões do jogador. "André tem o mesmo espírito ingênuo que marcava Garrincha, enquanto Taís mostra uma incrível semelhança com Elza", observa Alencar, que lamentou a relutância da cantora em assistir ao filme. "Soube que ela viu uma cópia em DVD mas, por amigos, descobri que Elza não se sente à vontade para rever certos momentos, como o nascimento do único filho de Garrincha, que morreu criança." Já Ruy Castro se demonstrou satisfeito com o longa. "Quando Alencar me procurou, há cinco anos, não acreditei que conseguiria adaptar a biografia", conta. "Mas todos os pontos cruciais da história de Garrincha estão lá, principalmente os mais contestados como o vício do alcoolismo."

Agencia Estado,

18 de fevereiro de 2005 | 13h16

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.