Sarah Winterflood/Divulgação
Sarah Winterflood/Divulgação

Galã de 'Crepúsculo' é músico frustrado em novo filme

Robert Pattinson protagoniza comédia 'Uma Vida Sem Regras', do estreante Robert Irving

Reuters,

17 de dezembro de 2009 | 12h36

Antes de se tornar o vampiro mais amado do mundo, o ator inglês Robert Pattinson protagonizou Uma Vida Sem Regras, uma comédia britânica -mais britânica do que cômica - que chega aos cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 17, pegando carona no sucesso da série Crepúsculo.

 

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video Trailer de "Uma Vida Sem Regras"

Melancolia, depressão falta de estímulo para viver, ou qualquer outro rótulo que possa levar, esse costuma ser o martírio favorito dos músicos atormentados - especialmente daqueles sem talento.

Sem a originalidade de outros artistas depressivos, de Ian Curtis, do Joy Division, a Kurt Cobain, do Nirvana, ao jovem Art (Pattinson) resta apenas reclamar da vida e andar de um lado para outro sem qualquer ânimo.

Ele tenta montar uma banda - mas não dá certo. Seu namoro termina sem muita explicação. Seus melhores (ou seriam os únicos amigos?) são um poço de problemas.

Ronny (Johnny White) tem agorafobia, ou seja, medo de lugares abertos. Nikki (Mike Pearce) é feliz sem precisar de nenhum motivo. Em casa, as coisas também não vão nada bem para Art, que tem um relacionamento péssimo com a mãe (Rebecca Pidgeon, de Cinturão Vermelho) e o pai (Michael Irving).

Talvez se Art se encontrasse com Edward Cullen - o personagem que Pattinson interpreta na saga Crepúsculo - receberia alguns conselhos preciosos sobre família e garotas - embora em relação a como lidar com a melancolia nenhum teria muito o que dizer ao outro.

O protagonista de Uma Vida sem Regras vai encontrar consolo apenas na figura de um guru da autoajuda, um médico canadense chamado Dr. Ellington (Powell Jones) autor do livro "Não é Culpa Sua".

Depois de contatar o tal médico via Internet, Art o convida para ir à Inglaterra e ajudá-lo pessoalmente. Agora, o dr. Ellington se intromete na vida do rapaz, seus pais e seus amigos, dando palpites e sugerindo mudanças - às vezes, interferindo até demais.

Dirigido pelo estreante Robert Irving, a comédia não se dá ao trabalho de disfarçar todos os estereótipos que coloca em cena. Art é o típico jovem atormentado com aspirações artísticas, sem rumo ou ambições muito definidas. Seu relacionamento familiar é praticamente inexistente - assim como seus pais enquanto personagens no filme, tanto que não têm nem nomes próprios.

Não fosse Pattinson, o galã do momento, essa comédia sem muita graça não chegaria aos cinemas - talvez apenas às prateleiras das locadoras. Mas o rapaz é a bola da vez e qualquer aparição sua na tela pode lotar os cinemas. (Alysson Oliveira, do Cineweb)

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