Fumar em cena deve ter censura rígida, diz estudo

Crianças e adolescentes devem ser protegidos contra filmes que mostram atores fumando, do mesmo modo que o são quando se trata de excesso de violência ou conteúdo sexual. É o que diz o professor de medicina Stanton Glantz, co-autor de um estudo divulgado hoje nos Estados Unidos.Para a pesquisa, foram analisados 775 filmes americanos. Cerca de 80% dos que são liberados a maiores de 13 anos mostram pessoas fumando. Entre as produções de censura livre, metade traz cenas de tabagismo. O pesquisador sugere que estes filmes só sejam permitidos a menores de 17 anos quando acompanhados pelos pais.O cinema tem sido acusado de glamourizar o cigarro, estimulando o vício. Uma alteração nos critérios de avaliação teria imenso impacto na indústria do cinema. A classificação etária é determinante no sucesso de um filme, e boa parte dos hits se escora justamente no público adolescente. Assim, aumentar de 13 para 17 a idade mínima de um filme, ou exigir a presença dos pais, diminui enormemente a resposta dos filmes na bilheteria. Glanz espera, no entanto, que os próprios estúdios repensem o uso que fazem do cigarro em cena.A poderosa MPAA, que ao mesmo tempo representa os estúdios e é responsável pela classificação de seus filmes, não informou se aceitaria rediscutir seus critérios de avaliação. Mas afirmou que seus membros não estão interessados em promover o fumo. "Não estamos no ramo da propaganda", diz o vice-presidente Vans Stevenson, em comunicado.

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