Fracassa manifesto contra Paradise Now

O filme Paradise Now poderia ser retirado da indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro com o argumento de que incitaria os atentados suicidas palestinos, mas o pedido parece destinado ao fracasso.O pedido foi entregue na sexta-feira à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em Beverly Hills, dois dias antes dos prêmios serem entregues na cerimônia deste Domingo.O filme "não mostra suficientemente a maldade do terrorismo", disse a pacifista árabe-norte-americana Nonie Darwish ao apresentar a petição que é apoiada com cerca de 36 mil assinaturas arrecadadas via internet."O terrorismo islâmico se converteu em uma epidemia. Não necessitamos compreendê-lo. Não precisamos desculpá-lo. Mas necessitamos eliminá-lo", acrescentou.O porta-voz da Academia John Pavlik, recusou-se a comentar a solicitação e disse que não sabia se seria examinada. Mas descartou a eventual retirada do filme da competição."Isso não vai acontecer", disse Pavlik. "Seria materialmente impossível", pelo breve tempo entre a apresentação do pedido e cerimônia de entrega dos prêmios. Além disso, "não vamos desclassificar filmes porque algumas pessoas não gostam de seu conteúdo".Paradise Now retrata dois mecânicos da cidade de Naplusa, na Cisjordânia, que realizam um duplo atentado suicida na cidade israelense de Tel Aviv. O filme ganhou um Prêmio Globo de Ouro em janeiro. A campanha contra Paradise Now foi comandada pelo israelense Yossi Zur, que perdeu seu filho Asaf, de 16 anos, em um ataque suicida contra um ônibus na cidade de Haifa, em um domingo, três anos atrás, em data que coincide com a cerimônia do Oscar. O atentado matou 17 pessoas e o ataque foi realizado pelo grupo radical Hamas, que ganhou as recentes eleições legislativas palestinas. As pessoas que assinaram o abaixo-assinado entendem que o filme pode estimular novos atentados. Já os defensores do filme entendem que ele mostra "o sofrimento dos palestinos e como uma vida de desespero pode levar a um ato desesperado".

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