Filmes nacionais participam de minifestivais na AL

O cinema brasileiro invade a América Latina. A partir de amanhã e até outubro, 15 longas serão exibidos no México, Peru, Argentina e Chile, em mostras promovidas pelo Grupo Novo de Cinema e TV e o Brazilian Cinema Promotion. Os minifestivais são parte de um esforço de dez anos, intensificado a partir de 2001, com apoio da Agência de Promoções de Exportações (Apex). "Ocupamos um vácuo para vender o cinema brasileiro no exterior", explica o presidente do Grupo Novo de Cinema, Tarcísio Vidigal. "É um investimento a longo prazo e hoje estamos presentes em 160 eventos internacionais de cinema e conseguimos colocar nossos filmes nas principais capitais do mundo." Os títulos foram escolhidos pelos exibidores locais. Há de blockbuster, como Lisbela e o Prisioneiro, cults como Nelson Freire, a clássicos, como Terra em Transe. Filmes importantes, como Madame Satã ou Janela da Alma, ficaram de fora por já terem exibição garantida nesses países. As mostras custarão US$ 100 mil (R$ 300 mil), resultado de uma engenharia financeira entre empresas e instituições do Brasil e dos outros países. "Esse evento retoma uma conversa interrompida nas últimas décadas, mas que foi intensa nos anos 50 e 60", ressalta o cônsul do México, Jorge Sánchez. O presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Gustavo Dahl, faz coro: "A diversidade de cinematografias é uma exigência do mercado e esforços como este ocupam esse espaço."

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