Filmes "família" superam os de ação nos EUA

Filmes feitos especialmente para serem assistidos em família, com censura livre, como Shrek 2, superaram os filmes de ação nas bilheterias dos Estados Unidos pela primeira vez em 20 anos. Esses filmes somaram US$ 2,3 bilhões em 2004, enquanto os filmes classificados como R (que podem ser vistos por adolescentes de até 17 anos acompanhados por um responsável) conseguiram US$ 2,1 bilhões.Estúdios de cinema dos Estados Unidos dizem que custos mais baixos para fazer o marketing de filmes, e um pequeno aumento no preço dos ingressos fizeram com que a indústria pareça mais "saudável". Mais de 1,5 bilhão de pessoas foram ao cinema no ano passado, de acordo com a Associação Nacional de Proprietários de Cinemas.Cinco dos dez filmes de maior bilheteria em 2004 receberam uma classificação que permite acesso a todas as idades, incluindo Shrek 2, Os Incríveis e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.Dos 25 que mais fizeram dinheiro, apenas quatro tinham a classificação R. Do total de filmes que receberam o certificado do departamento de censura dos Estados Unidos em 2004, 540 foram classificados como R, enquanto 325 foram classificados como G (aberto a todas as faixas etárias), PG (que contêm cenas não adequadas a todas a crianças), ou PG-13 (que contêm cenas inapropriadas para menores de 13 anos).John Fithian, chefe da Associação Nacional de Proprietários de Cinemas, pediu que os estúdios de Hollywood façam mais filmes com as classificações PG ou PG-13. "Sempre haverá necessidade para filmes R. Mas não precisamos de 500 deles", disse.Dan Glickman, presidente da Associação de Filmes da América, disse que as vendas de ingressos nos Estados Unidos e no Canadá, em 2004, chegaram a US$ 9,54 bilhões, fazendo com que pelo terceiro ano consecutivo o total ultrapassasse US$ 9 bilhões.Isso aconteceu graças ao aumento no preço dos ingressos, porque o total de espectadores caiu um pouco, para 1,54 bilhão. "No fim das contas, a indústria está saudável. Não é um crescimento radical, mas a tendência é positiva", disse Glickman.

Agencia Estado,

16 de março de 2005 | 11h38

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