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Filmes exibidos no Belas Artes homenageiam artistas que morreram neste ano

Este será o último Noitão’ para se despedir do ano

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2016 | 03h00

É o último Noitão do ano, no Belas Artes, e a convocação é especial. Por um lado, a sensação é de alívio – já vai tarde (2016)! E é com esse espírito que os programadores da casa convidam para uma celebração. Despedir-se do ano turbulento, homenagear grandes artistas que partiram e brindar para que 2017 seja (por favor!) melhor. A programação especial, distribuída em três salas, terá três blocos temáticos – Homenagem, Acaba, 2016! e Apocalipse. O público está sendo cooptado a fazer sua opção e permanecer na sala escolhida. Pela manhã, será servido um café aos sobreviventes (da maratona).

Na sala Homenagem, serão exibidos Feios, Sujos e Malvados, obra-prima do politicamente incorreto, de Ettore Scola, e Leonard Coen – I’m Your Man, documentário de Lian Lunson. Na sala Acaba, 2016, mais dois títulos, e duas homenagens – A Dama de Vermelho, para lembrar o ator e diretor Gene Wilder, e Purple Rain, de Albert Magnoli, com o artista que era chamado de Prince. Apocalipse? Mais dois títulos – O Planeta dos Macacos, o original de Franklin J. Schaffner, e Mad Max, o um, de George Miller.

Todas as salas vão apresentar um filme-surpresa. Pela lei das probabilidades – se o Belas Artes está homenageando Scola, Prince, Gene Wilder e Leonard Coen –, terá de ser... David Bowie! Por qual/quais filmes? O Homem Que Caiu na Terra, de Nicolas Roeg? Furyo, Em Nome da Honra, de Nagisa Oshima? Quem sabe os dois?

Tem gente à beira de um ataque de nervos, contando as horas para dar adeus a 2016. Eta, anozinho danado. As perdas foram imensas. Antes de se consolidar como diretor, Ettore Scola foi roteirista, colaborando com grandes nomes da comédia italiana, como Dino Risi. E, antes, ainda, destacou-se no rádio, com Il Teatrino di Alberto Sordi, além de ter sido colega de um certo ‘Federico’ (Fellini), na revista humorística Marco Aurelio. Scola sempre foi fundo na questão social. Cada um terá o ‘seu’ Scola, os críticos talvez prefiram Feios, Sujos e Malvados e Um Dia Muito Especial. Mas por que não Casanova e a Revolução, ou A Viagem do Capitão Tornado?

Leonard Cohen morreu no começo de novembro, incensado como um dos mais originais artistas de sua geração. No cinema, colaborou com Robert Altman, e o western desmistificador Onde os Homens são Homens não seria tão bom sem suas canções. O documentário de Lian Lunson dá conta de sua importância. Prince? Purple Rain teve direito a Oscar de canção. A Dama de Vermelho? A vida de Gene Wilder ingressa num turbilhão quando ele vê as calcinhas de Kelly LeBrock, exatamente como Tom Ewell pirou por Marilyn Monroe em O Pecado Mora ao Lado, de Billy Wilder, que lhe serviu de modelo. Por falar em Oscar, o filme também venceu – a canção I Just Called To Say I Love You, de e por Stevie Wonder.

NOITÃO

Caixa Belas Artes. R. da Consolação, 2.423. Sala Villas Lobos, a partir das 23h45; Drive-in, 23h30; Cândido Portinari, 0h. R$ 28

DESTAQUES

Feios Sujos e Malvados

Na linha de Os Monstros, Scola faz com que Nino Manfredi tiranize a numerosa família no barraco.

O Planeta dos Macacos

Uma das ficções científicas mais influentes dos anos 1960. Charlton Heston perde-se no espaço e chega ao planeta do título.

Mad Max

O primeiro da série. Mel Gibson em pleno apocalipse futurista.

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