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Filmes brasileiros marcam o Dia Mundial da Preservação Audiovisual

Longas importantes estão na programação da Mostra

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2015 | 21h17

Comemora-se nesta terça-feira, 27, o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual e a Mostra integra-se à data, instituída pela Unesco e apoiada pela Federação Internacional dos Arquivos de Filmes. O objetivo é chamar a atenção da sociedade civil e governantes de todo o mundo para a importância da preservação da memória audiovisual. A Mostra deste ano tem apresentado filmes importantes restaurados pela Film Foundation de Martin Scorsese. Nesta quarta-feira, 28, será apresentada a versão restaurada de O Rei da Comédia, do próprio Scorsese, com Robert De Niro e Jerry Lewis. Também nesta quarta-feira, 28, na Cinemateca, haverá a apresentação de Limite, de Mário Peixoto, com o complemento do curta Mar de Fogo, de Joel Pizzini, em que o próprio autor relata a gênese do filme que diversos críticos consideram obra seminal e fundadora do cinemas brasileiro.

A Mostra apresenta nesta terça um conjunto muito atraente de filmes brasileiros restaurados. Com fotografia de Guido Cosulich, direção de arte de Luiz Carlos Ripper e trilha de Rogério Duprat e Gilberto Gil, Brasil Ano 2000, de Walter Lima Jr., é desigual, mas ganhou o Urso de Prata em Berlim e é meio que um manifesto do tropicalismo no cinema. Tudo de bom que você ouve sobre o Matraga de Roberto Santos aplica-se com mais justiça ao episódio de As Cariocas, em que Iris Bruzzi é arrasadora. O de Walter Hugo Khouri também é bom. Bravo Guerreiro, de Gustavo Dahl, é minimalista e discute política com validade, quase de 50 anos depois. Esse Mundo É Meu será uma descoberta. A câmera de Dib Lufti, irmão do diretor Sérgio Ricardo, e a presença de Léa Bulcão criam o encantamento.

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