Filmes brasileiros ganham distribuição nos EUA

O 24º Festival Internacional de Cinema de Miami acaba neste domingo, mas os brasileiros Antônia, dirigido por Tata Amaral, e A Casa de Alice, de Chico Teixeira, já saem com saldo positivo. Os dois filmes acabam de conseguir de distribuição no concorridíssimo mercado de cinema dos Estados Unidos. Antônia, que fez sua première americana durante o festival em sessões acaloradas, teve seus direitos adquiridos pela empresa Red Envelope. A notícia faz continuar a boa carreira que o longa de Tata Amaral vem conquistando em solo brasileiro e internacional. Durante o festival de Berlim, o filme foi apontado com um dos hits do evento, mesmo não integrando a categoria competitiva. O longa, que levou o prêmio do público na 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e originou a série homônima, exibida em novembro pela Rede Glob, também foi destaque do Festival de Havana 2006, onde também levou os prêmio de melhor som e o troféu ?Roque Dalton?. Este delicado, e, ao mesmo tempo, realista retrato da periferia paulistana põe em foco quatro garotas (cantoras Negra Li, Sandra de Sá, Leilah Moreno, Quelynah e Cindy) que tentam sobreviver cantando rap. Também focando a periferia, mas sob a perspectiva de uma dona-de-casa de classe média, A Casa de Alice, tem feito carreira de sucesso no exterior. Ainda inédito no Brasil, o filme de Chico Teixeira também fez seu debut mundial no último Festival de Cinema de Berlim na seção Panorama. Este drama hiper realista é protagonizado por Carla Ribas, que vive o papel de Alice, uma manicure que tem em torno de 40 anos e mora na periferia de São Paulo. Ao lado de sua família, Alice tenta levar a vida do melhor jeito possível ao enfrentar os problemas do dia-a-dia, que não poucos, nem fáceis. O longa teve seus direitos adquiridos pela novíssima FiGa Films, fundada pelo brasileiro Sandro Fiorin e por Alex Garcia, com base em Los Angeles e especializada em distribuir filmes latino-americanos no mercado dos EUA. Produzido por Zita Carvalhosa e Patrick LeBlanc, A Casa de Alice fala do recebeu críticas positivas da imprensa mundial durante o festival de Berlim e ganhou sessões acaloradas em Miami. ?As sessões aqui foram até melhores que as de Berlim. Logo após as exibições, houve os debates, que tiveram perguntas ótimas do público. As pessoas se interessaram muito e fizeram questionamentos muito interessantes sobre a vida das pessoas retratadas?, comentou Carla Ribas. A julgar pelo interesse do público de Miami, o filme tem boas chances de encontrar um bom espaço no circuito de arte norte-americano. ?Estou muito feliz que o festival de Miami seja esta plataforma tão boa de lançamento para o nosso filme no mercado americano?, declarou LeBlanc. ?Este é um filme pelo qual temos muito carinho e vamos trabalhar para inseri-lo no melhor circuito de filmes com o seu perfil?, completou Fiorin, que, com a FiGa Films, pretende se concentrar no chamado filão ?art house films?, ou seja, filmes de arte e de autor, no mercado dos EUA. A repórter viajou ao festival a convite da FedEx

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